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Sobre os desafios da inovação e da transformação digital

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Sobre os desafios da inovação e da transformação digital

Escreve quem sabe

2020-02-02 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Esta semana tive a oportunidade de participar e acompanhar dois eventos de grande pertinência estratégica, a que quero dedicar esta crónica pela sua oportunidade e atualidade: A conferência internacional dedicada à Co-criação no Ensino Superior, organizada pela rede Demola e pelo Instituto Politécnico de Bragança; e a conferência internacional Building the Future, integrado no programa Ativar Portugal da Microsoft, realizada em Lisboa e descentralizada em cinco cidades. Duas iniciativas organizadas de forma autónoma, que indiretamente se complementaram, pelas temáticas da educação, da inovação e da tranformação digital no contexto da sociedade 4.0, e pela participação simultânea de alguns dos seus protagonistas.
A Conferência Internacional realizada no Instituto Politécnico de Bragança proporcionou um contacto com as melhores experiências e casos de sucesso do ecossistema da Co-criação. Um processo que potencia as dinâmicas de conexão do ensino superior com os setores empresarial, social e no setor público, numa nova perspetiva “out of the box”. Uma nova filosofia de integração e envolvimento dos stakeholders na gestão das Instituições de Ensino Superior, que preconiza uma relação de igualdade dos professores, investigadores e estudantes com os stakeholders, na construção do processo de decisão. Promovendo ideias geradoras de novas formas de educação e investigação, para explorar caminhos para descobrir soluções para os desafios globais, assegurando a liberdade de criação científica, tecnológica e artística.
Uma interação dos recursos e competências da comunidade académica com a comunidade envolvente, que sustenta uma cultura própria, configurada em comportamentos e relações, com base num conjunto de convicções e princípios, focados na inovação e na criação de vantagens para todos os parceiros. Um conjunto de soluções, baseadas na diversificação das empresas e de parceiros para gerar novas oportunidades para os estudantes, através criação de estruturas de conexão mais eficientes e efetivas. Uma resposta do ensino superior à mudança do mercado de trabalho em contextos complexos, que decorrem das dinâmicas da transformação digital.
Ativar Portugal é uma iniciativa da Microsoft, onde se enquadra a conferência Building The Future. Realiza-se todos os anos em Lisboa, para potenciar a conexão da tecnologia com a inovação, para melhorar as competências digitais, e gerar novas oportunidades de negócio, através da transformação digital. Um programa com propósitos educacionais, que preconiza um novo contexto, onde as organizações são confrontadas com a necessidade de adaptação, adotando as ferramentas e metodologias necessárias para responder de forma efetiva à radicalidade das mudanças que se estão a operar nas sociedades modernas. Conferência que juntou mais uma especialistas nacionais internacionais, que estão a induzir a mudança a forma como interagir com a realidade, e aprofundar o conhecimento, através da apresentação de casos de estudo e de boas práticas em contexto educativo social e empresarial.
Contextos diversos com uma visão comum. Duas perspetivas que preconizaram o desenvolvimento cultural, social e científico, como propósitos estratégicos das sociedades modernas, que estão a ser potenciados pelo investimento nas pessoas, através de uma maior e melhor qualificação, cada vez mais adequada às necessidades atuais e futuras da sociedade. Duas perspetivas, em torno de dinâmicas desenvolvidas a partir da correlação positiva, entre o aumento das qualificações reais e o seu reflexo na inovação e na empregabilidade. Assumidas como motores de prosperidade e de desenvolvimento económico que, no presente e no futuro, serão marcadas pela transformação digital.
Num ajustamento permanente dos percursos educativos às aspirações e projetos da população, independentemente, da adequação às necessidades da sociedade. Sendo da mais lídima justiça referir, que foi realçado o esforço coletivo, no investimento feito pelo sistema educativo e de formação profissional. Um esforço empenhado na elevação da qualificação dos portugueses, na intensificação da investigação científica e no nível tecnológico da nossa economia, com reflexos na inovação empresarial e no reforço da empregabilidade em sectores de média e alta especialização.
Uma janela de oportunidade, que permitiu a um número crescente de estudantes, o acesso a uma resposta de formação superior, ajustada ao seu projeto de vida. Apesar de se ter assumido que os resultados estão longe da ambição condensada nas estratégias de investigação e inovação para a especialização inteligente, e nas expetativas da transformação digital, definida em relação às prioridades identificadas para as mais diversas dimensões e, especialmente, para os perfis mais próximos da profissionalização das novas gerações.

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