Correio do Minho

Braga,

Somos cada vez menos

Amigos não são amiguinhos

Ideias

2017-07-27 às 06h00

Paulo Monteiro

O nosso país registou, em 2016, a segunda taxa de natalidade mais baixa dos 28 países da União Europeia e foi, igualmente, um dos países em que a população voltou a diminuir. Os dados foram recentemente tornados públicos pelo Eurostat e não são nada bons para nós. Pior do que os portugueses só os italianos. Em Portugal, nasceram em 2016 perto de 87 mil crianças (8,4 nascimentos por cada mil habitantes, a taxa italiana ficou nos 7,8%). Nos dados gerais, em 18 países da UE a população aumentou, descendo em 10. Os dados dizem-nos que os países do Norte têm agora as taxas de natalidade mais elevadas e os países do sul as mais baixas (para além de Portugal e Itália, há a destacar a Espanha e a Grécia). Ou seja: a pirâmide inverteu em poucos anos. Mas os números continuam maus, porque continuamos a ter uma população cada vez mais envelhecida...

E esta semana, também, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte apresentou o seu relatório ‘Norte Estrutura’, que refere que a região Norte perdeu, entre 2006 e 2016, mais de 135 mil habitantes (3,72 milhões de pessoas contra os actuais 3,59). O maior número (cerca de 83,3%) é justificado pelo saldo migratório negativo, mas entre nascimentos e óbitos o saldo é negativo em cerca de 22 mil residentes.

Mas se estes dados são negativos, o Cávado é notícia pela positiva já que é dos poucos a ‘remar contra a maré’ e que se destaca desde 2012 por ser “a única sub-região do Norte que ainda mantém saldo natural positivo”, segundo revela o relatório.

A natalidade em Portugal é um problema muito antigo e que deve ser resolvido urgentemente. Tem de ser resolvido. Tem de ser uma prioridade nacional. Não tem sido e o assunto é constantemente adiado. Só ontem, enquanto terminava este Bom Dia, nasceram em Portugal 173 pessoas e 217 faleceram. Mais um dia de saldo negativo...

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