Correio do Minho

Braga,

Tempos de Partida!

Antecedentes… (parte II)

Escreve quem sabe

2014-01-03 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

Depois de temos vivido tempos de Esperança, sempre renascida com a celebração do Natal e da celebração de Solenidade de Maria, Mãe de Deus, o Calendário Litúrgico chama os crentes para a Epifania do Senhor, festa religiosa cristã que celebrava-se no dia 6 de janeiro, ou seja, doze dias após o Natal porém, a partir da reforma do calendário litúrgico em 1969, passou a ser comemorada dois domingos após o Natal.
A Epifania representa a manifestação de Jesus Cristo como o enviado de Deus Pai, quando o filho do Criador se dá a conhecer ao Mundo e a todos convoca para mudanças interiores e de atitudes profundas em cada um de nós, onde o Amor é o instrumento fundamental desta nova era, mas que também nos fez perceber que a Fé se materializava em obras, assim o definiram os discípulos a caminho de Emaús: E ele [Jesus]: «Mas que aconteceu?» Eles responderam: «Aquilo que se passou com Jesus de Nazaré que era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.» (Lc 24, 19).
É o tempo de encontrarmos, dentro de nós e ao nosso lado, novas respostas de serviço, marcadas pelo apelo que o Papa Francisco lançou aos jovens, na praia de Copacabana, durante a JMJ do Rio, de serem Revolucionários na Fé. Estou certo que cada um de nós procurará dar às suas vidas uma orientação que nos faça caminhar no Amor e com Amor a Deus e ao Próximo.
Também são também tempos de mudança para o Corpo Nacional de Escutas, tal como há seis anos, o Movimento vai iniciar um novo processo de melhoria. No ano Paulino e guiados pelo pensamento do «apóstolo dos gentios»: “Quanto a mim, chegou a hora de oferecer a minha vida em sacrifício e o tempo da minha morte aproxima-se. Lutei pela boa causa, percorri o meu caminho e guardei a fé” (2Tm 4, 6-7), iniciámos este caminho com uma vontade, sempre renovada, de dar sentido e esperança aos caminhos percorridos. Agora, também nós, podemos afirmar que combatemos o bom combate, guardamos a fé e que mantemos a confiança no escutismo, como forma de construir um Mundo e Homens Melhores, bem amparados pelo desafio de João Paulo II: “Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milénio” (JMJ 2000), que nos acompanha neste último ano do triénio, e que agora, também ele, foi elevado à condição de Santo da Igreja.
Tal como Paulo, também nós sentimos que chegou a hora da partida !
Neste momento, há um texto sobre o qual refleti muitas vezes e que me foi enviado quando, por vontade dos dirigentes, me tornei chefe nacional e do qual queria partilhar três ideias chave:
• “o que se faz por gosto regala a vida” - lembrando que o Amor na ação impregna de felicidade a nossa vida, dando-lhe o dom do Serviço;
• “o Escutismo é uma instituição com valores preciosos para os jovens dos nossos dias” - identificando o movimento como um instrumento para ajudar os jovens a «crescerem em sabedoria e graça», mas também para recentrar permanentemente a nossa atenção na sua razão de ser: as crianças e os jovens;
• “por tudo isto boa sorte para a tua nova tarefa e que Deus te ajude a realizar um sonho que te deixa muito feliz” - o relembrar permanente que «só Deus basta».
Ao partir, também gostaria de vos agradecer tudo o que, com os vossos exemplos, nos ensinaram a ver, a sentir, a acreditar e a viver. Por isso, partimos com a Alma transbordando de alegria, a nostalgia espreitando no Coração e com o sentimento do bom servidor - ”Assim, quando tiverem cumprido tudo o que Deus vos mandou, digam: «Somos simples trabalhadores, porque não fizemos mais do que a nossa obrigação»” (Lc 17, 9-10).
À Junta Central e ao Conselho Fiscal e Jurisdicional Nacional que amanhã tomam posse queria desejar um triénio de felicidade e que possam manter o CNE nos caminhos da simplicidade e da fidelidade às origens.

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