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Transição Energética e Energias Renováveis

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Transição Energética e Energias Renováveis

Ideias

2019-11-30 às 06h00

Vasco Teixeira Vasco Teixeira

Aeficiência energética constitui um dos objetivos centrais dos programas europeus e dos estados-membro para a próxima década. A transição do sistema de energia é uma responsabilidade perante as gerações futuras, mas também representa uma oportunidade de crescimento, desenvolvimento, emprego e competitividade na Europa.
A aposta nas energias renováveis contribui para o combate de longo prazo às alterações climáticas e na preservação dos ecossistemas, bem como reduzir o preço da energia para os consumidores.
A estratégia energética da UE exige esforços significativos em termos de inovação tecnológica e investimento. Expandirá a liderança da Europa no domínio das tecnologias energéticas e da inovação. Promoverá um mercado dinâmico e concorrencial e permitirá melhorar a segurança e a sustentabilidade dos sistemas energéticos, da gestão de redes e da regulação do mercado da energia.
A Comissão Europeia propõe-se centrar as suas iniciativas nos dois setores com maior potencial de poupança de energia: transportes e edifícios. A aposta nas energias renováveis, para além da produção de energia, contribui para um crescimento sustentável. Os investimentos em energias renováveis contribuem para a promoção de um desenvolvimento territorial equilibrado criando oportunidades em regiões com um menor grau de desenvolvimento socioeconómico.
Os diversos eventos que se verificam pelo planeta e cada vez com maior frequência, de tempestades extremas em mar e em terra a que o mundo tem estado sujeito levam a refletir sobre o problema das alterações climáticas e seus impactos ambientais, sociais, económicos e riscos na saúde. A Convenção-Quadro das Nações Unidas relativa às Alterações Climáticas têm como objetivo de longo prazo a estabilização das concentrações de gases com efeito de estufa (GEE) na atmosfera a um nível que evite uma interferência antropogénica perigosa no sistema climático.
A Estratégia Europa 2020 está centrada na promoção das indústrias com baixas emissões de carbono, no investimento na investigação e no desenvolvimento, no crescimento da economia digital e na modernização da educação e da formação. Estão consagradas as necessidades em termos de conhecimento científico e inovação baseadas nas alterações climáticas, ambiente, na eficiência energética, nas energias renováveis, entre outras como a saúde e a evolução demográfica, que têm de facto ligações estruturais com os próprios objetivos de coesão fixados nos domínios da educação e formação, da investigação e desenvolvimento tecnológico e da sociedade digital, e que constituem as pontes, a nível nacional e regional, entre os objetivos da política de coesão e a Estratégia 2020. Um dos 5 objetivos a alcançar é reduzir em 20% as emissões de carbono (ou em 30%, se as condições o permitirem), aumentar em 20% a quota das energias renováveis e elevar em 20% a eficiência energética.
Os edifícios são responsáveis por 40% do consumo energético e 36% das emissões de CO2 na União Europeia. O desempenho energético dos edifícios é a chave para alcançar os objetivos Europeus nos domínios do Clima e Energia, nomeadamente a redução em 20% dos gases de efeito de estufa e 20% em redução do consumo energético até 2020.
O aumento do desempenho energético dos edifícios é uma medida eficaz, em termos de custos, de luta contra as alterações climáticas e melhoria da segurança energética, ao mesmo tempo que cria novas oportunidades de emprego. As tecnologias de energias renováveis baseadas no efeito fotovoltaico, que utilizam materiais e nanomateriais fotovoltaicos, devem ser aquelas que apresentam maior flexibilidade funcional na prossecução de alguns dos objetivos inerentes à sustentabilidade energética dos edifícios nas cidades de futuro inteligente e eco-sustentáveis. O novo mercado de construção de células fotovoltaicas integradas (BIPV) poderá valer milhares de milhões de euros nos próximos anos. O conceito de BIPV consiste em aplicar os sistemas fotovoltaicos como elementos estruturantes dos edifícios, podendo substituir em alguns casos os materiais de construção convencionais. Uma forma prática de o conseguir, é produzir as células fotovoltaicas diretamente sobre os materiais atualmente utilizados na construção, designadamente materiais cerâmicos convencionais utilizados no revestimento das coberturas, telhas e fachadas, ou na forma de revestimentos fotovoltaicos depositados nos próprios vidros que constituem as janelas dos edifícios (conferindo até coloração ao vidro, escurecimento e até proteção ativa para a radiação de infravermelhos responsáveis pelo aquecimento excessivo no interior do edifício).
Por ocasião da Cimeira de Ação Climática, Portugal submeteu às Nações Unidas, um ano antes do prazo, o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, que constitui a sua Estratégia de Desenvolvimento a Longo Prazo com Baixas Emissões de Gases com Efeito de Estufa, prevista no Acordo de Paris.
O Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 estabelece, de forma sustentada, a trajetória para atingir a neutralidade carbónica em 2050, define as principais linhas de orientação, e identifica as opções custo eficazes para atingir aquele fim em diferentes cenários de desenvolvimento socioeconómico. Atingir a neutralidade carbónica em Portugal implica a redução de emissões de gases com efeito de estufa entre 85% e 90% até 2050 e a compensação das restantes emissões através do uso do solo e florestas, a alcançar através de uma trajetória de redução de emissões entre 45% e 55% até 2030, e entre 65% e 75% até 2040, em relação a 2005.

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