Correio do Minho

Braga,

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Amigos não são amiguinhos

Ideias Políticas

2013-06-25 às 06h00

Carlos Almeida

Querem convencer-nos de que não vale a pena. De que isto está de tal maneira preparado que vai dar sempre no mesmo.
Querem fazer-nos acreditar que só existem dois caminhos e que ambos são “o melhor”. Acharão, por certo, que já não vemos alternativa ao ramerrame habitual.
E, por isso, empenham-se para que nas eleições autárquicas de 29 de Setembro ninguém ouse desafiar a lógica do sistema.

Em Braga, quase como se alguém tivesse ditado as regras do jogo, parece haver apenas dois concorrentes na corrida à presidência da Câmara Municipal. De um lado, Vítor Sousa, candidato pelo PS, partido que governa Braga há 37 anos e que é o principal responsável pelos enormes erros de desenvolvimento de que o concelho foi vítima. Do outro, Ricardo Rio, candidato pela coligação PSD/CDS/PPM, partidos que nas opções de fundo partilham as mesmas ideias e propostas de quem tem governado Braga, somando-se-lhe o facto de integrar uma equipa que é, tão-só, o grande apoio do governo de Passos Coelho e Paulo Portas, e, como tal, da respectiva política de empobrecimento do povo.

E é nisto que querem que acreditemos. Nesta falsa ideia de que um ou outro é o que nos espera. Para darem credibilidade à coisa, enchem páginas de jornais com as duas caretas, a ver qual dos dois aparece mais, publicam sondagens em que se passa a ideia de que a disputa está taco-a-taco, compram likes na Polinésia ou nas ilhas Fiji para as respectivas páginas no facebook, fazendo crer que têm muitos milhares de apoiantes.

Na verdade, é disto que nos falam quando dizem que a corrida é a dois. Dois que efectivamente não passam de um. Um só modo de estar na política, um único projecto de cidade comprometido com os poderosos. E um só objectivo: ganhar as eleições custe o que custar!

Não sou, no entanto, dos que põem tudo no mesmo saco, nem sequer daqueles que falam mal da política e de todos os políticos sem excepção. Infelizmente, há quem invista nesse criticismo fácil e populista, sob a capa de uma suposta independência, procurando com isso cavalgar sobre todos os partidos, à custa das muitas asneiras cometidas nalguns destes, é certo, mas também à custa do desalento popular.
Não, o caminho não é por aí.

Há quem queira fazer-nos acreditar que, se criticamos o candidato do PS, é porque estamos a ajudar a direita a chegar ao poder, ou ainda, do lado oposto, se criticamos o candidato da coligação de direita, é porque queremos manter tudo na mesma e o PS no poder.

Há mais vida para além disto. E o que está em jogo neste acto eleitoral é a oportunidade de rompermos com as rotinas e de trocarmos as voltas às sondagens e de surpreendermos nos resultados eleitorais.

Há várias formas de estar na política. Poucas serão sérias, bem sei, mas ainda há quem esteja por bem, quem não quer ser beneficiado, quem procura apenas, por interesse e convicção, servir as populações e o bem comum.
Essa é a nossa forma de estar, no meu partido, o PCP, e na coligação eleitoral que este integra, a CDU.
Aqui, temos um projecto com as populações e com o serviço público, que se revela pela diferença nas opções e nas prioridades, que se demarca do projecto de pensamento único proposto por Vítor Sousa e Ricardo Rio.

Aqui, não compramos candidatos, ora com cargos de vereação, ora com propostas de emprego. Aqui rejeitamos o clientelismo, as promessas vãs e os jogos de poder.
Aqui, na CDU, afirmamos o nosso projecto pelo trabalho, pela honestidade e pela competência.

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