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Um ano letivo a pensar no futuro

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Um ano letivo a pensar no futuro

Voz às Escolas

2021-09-28 às 06h00

Jorge Saleiro Jorge Saleiro

Acabámos de iniciar mais um ano letivo. Como em todos os anos, este início foi precedido de um Verão de trabalho árduo, de preparativos, de planificação e organização. Este ano letivo foi enquadrado por algumas particularidades que são de salientar.
Após cerca de dezoito meses de grande instabilidade geral, não só na Educação, em que a pandemia ditou profundas alterações no modus vivendi à escala global, depois de várias vagas e das incertezas sobre a evolução da COVID-19, parece vislumbrar-se alguma estabilidade e esperança para o futuro.
Durante este tempo, aprendemos a lidar com o vírus, a protegermo-nos individual e coletivamente. Finalmente, surgiram as vacinas e foi implementado um plano de vacinação cujos resultados nos permitem lidar melhor com esta terrível ameaça à saúde e à vida. Pouco a pouco, com alguns altos e baixos, parece termos encontrado o caminho para enfrentar o futuro com maior confiança.

No que à Educação e às Escolas diz respeito, este processo também se fez sentir. Neste momento, enfrentamos o novo ano letivo com maior segurança, fruto da experiência acumulada durante a pandemia e dos resultados do combate travado contra ela. Há, no entanto, que recuperar o que foi severamente abalado pelo período pandémico que atravessámos.
Houve, seguramente, prejuízos nas aprendizagens, não obstante o esforço realizado por todos para assegurá-las o melhor possível, em condições nunca antes vividas, plenas de incertezas e constrangimentos. Houve, também, danos na condição física de muitos, impedidos que estiveram de realizar atividade física e de circular livremente durante um período de tempo muito significativo. E houve impactos negativos na socialização e na vivência da Escola em plenitude. Os confinamentos e isolamentos tiveram um efeito muito negativo no que era a vida normal dos alunos, que se passava e voltará a passar, durante muito tempo e com muita intensidade, em ambiente escolar.
A todas estas questões a Escola terá de dar resposta de imediato. Contribuirá para tal o Plano 21|23 Escola+, que define um conjunto de medidas destinadas à recuperação das aprendizagens, do qual já aqui falámos e que reiteramos esperar que venha a constituir uma nova fase de valorização e reforço da autonomia das Escolas.

Teremos, portanto, anos decisivos para as Escolas e para a Educação à nossa frente. Nestes próximos anos, deveremos recuperar do passado recente, aprender com as provações que enfrentámos, evoluir a partir dessas lições e preparar o futuro dos nossos alunos e da nossa sociedade.
Diríamos que, mais do que nunca, os princípios, valores e áreas de competência definidos no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO) são essenciais para este processo. Todos são importantes, mas destacaríamos, dos princípios, a base humanista, o saber, a aprendizagem e a inclusão, e, dos valores, a responsabilidade e a integridade bem como a cidadania e participação, como essenciais para se ultrapassar, com êxito, este desafio.
Pretende-se que, após a travessia deste período tão difícil e das aprendizagens conseguidas pela sua vivência, se possa verificar uma evolução que nos permita ter uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva. Pretende-se que, fundados nos princípios, valores e áreas de competência do PASEO, os nossos alunos venham a construir esse futuro e que estejam melhor preparados para eventuais crises semelhantes que possam vir a enfrentar.

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