Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Um ano para colocar o País primeiro

O mito do roubo de trabalho

Ideias Políticas

2018-01-02 às 06h00

Francisco Mota

Um novo ano se inicia e cumpre-me cumprimentar todos os leitores do correio do minho, desejando-lhe um ano de 2018 recheado de sucessos e realizações pessoais, familiares e profissionais.

No espetro político espero que este seja um ano de maior diálogo estruturante no que a matérias centrais do estado diz respeito. Aquilo que se exige dos partidos políticos e dos seus intervenientes é que sejam mais transparentes, objectivos e procurem corresponderem aos anseios dos Portugueses. Estes não são apenas desejos de circunstância, mas antes uma certeza de que basta os eleitos quererem que conseguem criar consensos e ultrapassar as divergências ideológicas.

Mas que se vençam as barreiras ideológicas em nome do supremo interesse do País e não no interesse comum da classe política como aconteceu na matéria do financiamento dos partidos políticos. A diversidade de visão, pragmatismo e concretização de políticas públicas devem ser um ganho de causa para os portugueses e não apenas um teatro encenado com o objectivo do voto. Se assim for estaremos a dar razão a que cada vez mais se afunda as diferenças ideológicas e emerge os comuns interesses da partidarite mercantil.

E diga-se que este também é o momento de reconhecer o mérito de quem não alinhou neste método de usar os meios da democracia para corromper esta mesma democracia. A legalidade de um acto não se pode afirmar apenas pelo consenso alargado ou pela veracidade da costura legalista. Em política o acto também pode e dever ser avaliado pela sua transparência, necessidade e implicações. Dessa forma o CDS e o PAN foram os únicos partidos com acento na assembleia da república a ter a capacidade de negar a tentação do consenso em prol da vitalidade democrática em Portugal.

Enquanto cidadão gostaria de ver o empenho do PS, PCP BE e PSD em criar pontes em matérias como Educação, Saúde, Segurança Social, Administração Pública e Economia. Enquanto dirigente político gostaria de ver as propostas do CDS incluídas no orçamento geral do estado, mas nunca foi possível criar consensos nestas e noutras matérias com a geringonça. Sobra não perder a esperança que é possível fazer diferente e que o Presidente da República terá mão pesada perante os abutres do sistema político.

Espero uma atitude do chefe de estado exemplar e que não peça aqueles que aprovaram de forma livre e consciente a Golpada do Regime a fiscalização preventiva das suas próprias opções. O presidente da república não se pode esconder e tentar dar-se bem com Deus e o Diabo: tem que assumir as suas opções e se tiver coragem: vete!

Mas vá mais longe dê um exemplo geracional; perante este envenenamento democrático dissolva o parlamento e assegure que a assembleia da república não se torna o antro da podridão democrática nas mãos de quem usa o poder pelo poder e viola a consciência da liberdade para seu proveito próprio. Se tiverem coragem enfrentem os portugueses nas urnas e de uma forma transparente coloquem nos seus programas eleitorais aquilo que defendem na escuridão dos corredores do poder.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

11 Dezembro 2018

Cultura plena

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.