Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Um Novo Ano, uma Nova Esperança

O Estado da União

Ideias Políticas

2015-01-06 às 06h00

Francisco Mota

No início de um novo ano e no rescaldo de outro é altura certa de fazer balanços e perspectivar o futuro.
Portugal enfrentou nos últimos tempos um dos maiores desafios da sua longa história, recuperar a soberania financeira. Mergulhados no despesismo público e na má gestão da coisa pública, fomos obrigados a recorrer à tão conhecida e penosa Troika. Volvidos três anos de inúmeros sacrifícios dos Portugueses e de coragem política para enfrentar os problemas herdados, podemos dizer que Todos Juntos fomos capazes de alavancar o país e trilhar um novo caminho. 2014 foi o primeiro e último ano, espero eu e as futuras gerações, sem Troika.

O País conseguiu recuperar a sua soberania plena, cumprindo o programa de ajustamento a que se viu obrigado, conseguindo voltar aos mercados e alcançar taxas que bateram mínimos históricos (a 2 anos - 0,43%; a 5 anos 1,43%; a 10 anos 2,68%). Hoje podemos dizer que Portugal está em circunstâncias muito melhores, mesmo que ainda não se faça sentir directamente no bolso das famílias. Contudo convém lembrar que são estas mesmas melhorias que permitem ao estado não entrar em incumprimento e assegurar as pensões dos nossos avós, as escolas das nossas crianças, a justiça do país, os salários da função pública, o estado social ou a saúde.

2014 foi ainda de recuperação do emprego e diminuição do desemprego. Para qualquer família que viu o flagelo do desemprego bater à sua porta, contaram neste ano com indicadores que permitem acreditar, e acreditar sobretudo que valeu a pena a reforma do código do trabalho.
Mesmo estando consciente do que ainda temos que fazer e trabalhar para reconquistar o potencial do nosso território, não posso nem podemos ficar indiferentes com os indicadores que diariamente nos são apresentados.

Ao contrário do que a oposição foi apregoando ao longo dos tempos, 2014 ficará para a história como o ano do fim do mito da espiral recessiva. Portugal cresceu acima da média europeia e o período de andarmos para trás acabou. Para isto em muito contribuiu a aposta nas exportações e na internacionalização do nosso tecido empresarial que será inevitavelmente um dos contributos prementes para a economia continuar a crescer em 2015.

Portugal está sem sombra de dúvidas no caminho certo e 2014 foi o início de um novo ciclo. Um Novo Ano, uma Nova Esperança para 2015 é o que todos ambicionamos, que sejamos capazes de levar ao fim a reforma do estado, afirmando uma governação mais inovadora, eficiente e eficaz.
Espero sinceramente que 2015 seja o ano de aposta nas pessoas, nas famílias e no combate ao maior flagelo social e de sustentabilidade que é a falta de incentivos à natalidade.
Desejo a todos vocês um ano recheado de êxitos pessoais mas que acima de tudo sejamos capazes de acreditar num novo Portugal.

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