Correio do Minho

Braga,

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Um país que não sabe o que quer

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Ideias Políticas

2012-10-02 às 06h00

Francisco Mota Francisco Mota

Nas últimas semanas te-mos assistido nas ruas de Portugal à expressão de um povo, com um sentimento unânime de querer rapidamente uma mudança de rumo do nosso país. Exigem claramente uma forma diferente de pensar e agir na política.

Ao contrário do que os sindicalistas e aparelhos partidários possam dizer ou pensar, este povo não está contra a Troika, mas sim contra quem nos colocou na necessidade de os chamar e que por consequência nos levou à perda da soberania nacional. Já os responsáveis por mais que fujam para fora do país ou se escondam atrás de uma máscara miraculosa, tentando passar um atestado de amnésia e analfabetismo político aos portugueses, têm que assumir a sua incompetência e irresponsabilidade na gestão da coisa pública, porque esta é a razão pela qual o povo sai à rua.

Este governo soube ouvir, teve a sensibilidade de compreender que devia encontrar outro caminho e a humildade de não replicar o erro apenas por orgulho político.
Mesmo assim ouviram-se de vozes, que pediam o recuo das medidas, que agora este governo não tinhas condições por ter voltado atrás.

O governo anunciou o corte nas fundações, com isso poupam-se milhões de euros, logo de seguida vimos publicamente autarcas e outras personalidades a defenderem cada um a sua capelinha e assim sendo a dependência estatal. Mas todos são unânimes; o Estado gasta demasiado dinheiro, temos que cortar, mas cortar apenas na casa dos outros.

O governo assinou a lei dos compromissos com as autarquias, ou seja; comprometeu os senhores presidentes de câmara a ter contenção nas contas públicas, para que se controle os municípios que gastam mais do que o que podem e precisam.

Este fim-de-semana assistimos aos autarcas do PS a querer rasgar com o que estava legislado e assinado, porque não sabem governar sem gastar sempre mais do que podem e claro está que a um ano de eleições autárquicas e precisando de realizar obras eleitoralistas o controle orçamental não dá muito jeito.

O governo corta com as gorduras na saúde, cria justiça social nas taxas moderadoras, com isso consegue colocar mais portugueses isentos e mesmo assim os poderes instalados criticam e criticam porque o Estado poupa e eles perdem os seus rendimentos milionários que tinham à custa deste mesmo estado.

O governo prepara uma reforma no poder local e, nesta matéria muito mais que questões economicistas, está em causa um sinal de desenvolvimento e de sustentabilidade do serviço às populações. Mais uma vez existe uma opinião generalizada de que há a necessidade desta reforma, mas só fica bem na casa do vizinho.

Com isto deparamo-nos com uma realidade difícil de gerir e compreender, temos um país que precisa de recuperar a sua autonomia e por outro lado temos o mesmo país com os seus poderes instalados a não querer abrir mão em detrimento da conquista de um novo Portugal.

Neste momento temos um país que não sabe o quer porque se aumentam os impostos deviam cortar na despesa, se cortam na despesa não deviam cortar desta maneira.

A estes senhores é necessário dizer que deixem de lado o seu egoísmo político e a agenda própria em prol do seu povo e do seu país, porque só assim podemos reerguer Portugal.

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