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Braga, segunda-feira

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Um povo grande que em pequeno se está a transformar

Escrever e falar bem Português: Desafio

Um povo grande que em pequeno se está a transformar

Ideias

2019-09-14 às 06h00

Humberto Domingues Humberto Domingues

A dimensão pequena que está a ter esta Nação e este POVO Português, cada vez mais amordaçado, que não reage e que “parece gostar de ver e sentir” o seu território a arder, o seu ouro a ser vendido, os governantes e políticos a enriquecerem, a corrupção a aumentar, uns quantos senhores a delapidarem as finanças públicas e um Primeiro-Ministro a culpar sempre os outros pelo que ocorre! “Parece gostar de ver e sentir”, porque não reage e as sondagens demonstram que gostam deste governo e da mentira que a todo custo, ministros e primeiro-ministro querem tornar em verdades.
Um POVO que outrora conquistou o mundo, dobrou o cabo das tormentas, transformando-o em boa esperança, é este mesmo POVO que todos os dias é insultado nas televisões, por este governo, nas declarações balofas e de babugem dos ministros, nos insultos invisíveis que sentem quando abastecem os automóveis e pagam os combustíveis, electricidade e gás, na propaganda sem termo dos meios de combate a incêndios, que se traduz numa falha permanente do Estado em dar segurança e proteger os seus concidadãos! E o Povo não reage!
Este, está a ser um POVO que perdeu dimensão, valores, que “parece que gosta” de ver os seus montes, animais, casas, bens e haveres a arder, os seus Familiares a morrerem indefesos entre as chamas, as suas cirurgias a serem adiadas, listas de espera manipuladas, os cuidados de saúde a piorarem, serviços essenciais, maternidades, e de neonatologia/pediatria e de proximidade a serem encerrados e a dívida pública a aumentar. E o Povo não reage!
Este mesmo POVO que cada vez anda mais de cócoras, que parece que já não se consegue levantar, em que os militares pactuam com este poder político e egocêntrico, sequioso de dinheiro, que esmifra em todas as oportunidades o Cidadão e o erário público, até ao último cêntimo. Em contrapartida, milhares e milhões de euros, sem tributação fiscal, que se vão acumulando em benefício próprio, tudo à luz e legalidade dos mesmos, para os mesmos e pelos mesmos, que sentados na Assembleia da República, ditam e legislam leis para sua auto-protecção.
Este POVO traído e abandonado, pelos do costume, que ignoram lágrimas de sofrimento, rugas de anos e anos de esforço de uma vida rude e madrasta nos campos e montados.
Mas no lado oposto, esta elite da grande urbe, vestindo lindos e reluzentes fatos azul marinho, esquecem a importância desta vida rural e do interior, que abastece de bons alimentos e produtos a urbe cínica, gasta, hipócrita e que em falsos afectos, abraça “para a fotografia” estes pobres cidadãos. Pobres nos bens materiais que acabaram de ser consumidos pelas chamas, mas ricos em sentimentos, em lealdade às suas raízes e à sua pátria, mas indefesos, são usados no mediatismo das “horas de share”, na caça à simpatia demagógica, insensível e oca! E o Povo não reage!
Óh Camões, como tinhas razão: “O fraco Rei faz fraca a forte gente.”

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