Correio do Minho

Braga, terça-feira

Um presente de Natal envenenado

Um excelente exemplo de branding

Ideias Políticas

2015-12-29 às 06h00

Francisco Mota

O País e os Portugueses tem assumido a causa nacional como verdadeiros heróis. Ultrapassaram dificuldades, superaram os sacrifícios, lutaram contra o conformismo e reinventaram-se pelo orgulho a Portugal e a mais de oito séculos de história. Juntos recuperamos a nossa independência e a soberania nacional. Como diria o poeta: Tudo vale a pena.

Volvidos quatro anos e entre um golpe palaciano de umas eleições perdidas, eis que a alma dos despenados cai em saco roto. Não querendo fazer julgamentos sumários, mas conhecendo bem a gestão socialista, nada me augura de bom e o caso BANIF apenas será o início de mais uma novela que no final quem paga somos todos nós, hipotecando dessa forma o futuro das próximas gerações. Mas nada que já não estejamos habituados, apenas com um diferença: é que desta vez não se podem desculpar na legitimidade eleitoral e nas escolhas do povo, pois o PS perdeu as eleições e não foi mandatado para qualquer acto de governação.

Mas vejamos o caso BANIF e a possibilidade de um presente de Natal envenenado:
Como e porquê o BANIF se tornou um caso urgente num espaço tão curto de tempo? Será que teremos em mãos um tal plano maquiavélico de assalto ao BANIF com ligações políticas ao Partido Socialista?

A notícia enganosa, mas com consequências irreversíveis, dando conta do colapso do banco por parte de um órgão de comunicação social que pertence a um grupo que é detido por um outro que detêm parte do SANTANDER que viria a ficar com o BANIF não será muito mais que coincidência? Será que estes foram os factores centrais para a desvalorização das acções do BANIF em mais de 50% e com uma consequente corrida aos depósitos?

O porque dos procedimentos optados pelo Governo Socialista, para vender em tão pouco tempo o BANIF ao Santander?
Tendo em conta que estávamos a 15 dias da entrada em vigor da nova legislação que imputa às instituições financeiras (BRRD - banking resolution and recovery directive) que prevê que detentores de dívida sénior e depositantes acima de 100.000 € sejam chamados a contribuir para compensar as perdas das instituições antes de qualquer dinheiro publico seja usado, porque razão António Costa decidiu onerar as actuais e as futuras gerações obrigando-as a pagar as perdas do banco?

Qual a intenção do Primeiro Ministro virgula que perdeu as eleições, em proteger os grandes depositantes do BANIF em detrimento dos contribuintes? Como consegue afirmar cabalmente que os depósitos acima dos 100.000 € ficam salvaguardados com a opção política tomada, quando podia ter protegido os portugueses?

Porque não olhou Costa para o exemplo do BES?, em que o Governo PSD-CDS remeteu os prejuízos do Banco para os accionistas, tentando vender o que dele restava, ao invés disso, porque é que no caso do BANIF, vendeu-se ao desbarato e logo ao primeiro que apareceu e com o aviso de que seriam os contribuintes a pagar a factura?
O porque deste assalto desmedido?
Ai costa a vida costa….

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