Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Uma Geração Para Portugal

O Estado da União

Ideias Políticas

2015-12-01 às 06h00

Francisco Mota

A Juventude Popular vai a votos, com quase 10 anos de militância este será o meu IV congresso nacional, que assinala o fim de um ciclo liderado pelo Miguel Pires da Silva, e abre um novo, em que a Juventude Portuguesa espera muito da estrutura e do que será a nossa visão para o futuro do País e das próximas gerações. Para isso necessitamos de uma liderança convicta, representativa e com rumo.

Revejo-me na Inteligência, no pensamento estruturado, na objectividade e na assertividade do Francisco Rodrigues dos Santos, dirigente com provas dadas no plano local e nacional.
Acredito e tomo parte neste projeto com um pensamento limpo e consciente. Assumimos pela Juventude Portuguesa o desafio de trilhar um novo caminho para a JP.
Admiro a lealdade, a capacidade de trabalho e a responsabilidade daquele que espero que não seja apenas o presidente da nossa estrutura política, mas sobretudo o líder das causas necessárias para a Juventude.

Estarei neste projecto com a mesma dedicação e empenho de sempre, mas com a certeza de que os tempos são difíceis e que somos chamados à responsabilidade de nos assumirmos como uma Geração para Portugal.
'A JP é, indubitavelmente, a única organização juvenil de cariz partidário no espaço do centro-direitacom definições políticas claras e transparentes, e que assume de forma descomplexada a genética ideológica que desde cedo lhe está associada.

Não escondemos que somos conservadores. Que respeitamos as tradições portuguesas, a conformação axiológica às origens judaico-cristãs do Ocidente, as limitações societárias ao voluntarismo legislativo, o respeito pelos arranjos políticos experimentados e, em particular, o municipalismo, peça fundamental do projecto político do CDS e garante da descentralização administrativa.

Não escondemos que somos democratas-cristãos. Que pugnamos pela defesa da dignidade da pessoa humana, da vida desde a concepção à morte natural, da família como célula fundamental da sociedade, do trabalho como mecanismo dignificador e vector de unificação nacional, da subsidiariedade como princípio de gestão, da caridade privada como complemento dignificador à solidariedade governamental.

Não escondemos que somos liberais. Que defendemos a economia de mercado, a meritocracia como acordo fundamental alargado e garante de paz social, a flexibilização do mercado laboral, operada em nome da justiça geracional, o indivíduo como repositório basilar de direitos, em face dos quais o Estado deve limitar-se.

Foi assim quando nos destacámos enquanto movimento activo de oposição às forças marxistas; foi assim quando defendemos a soberania nacional, inserida num quadro de Mercado Comum, contra os movimentos federalistas; foi assim quando defendemos convictamente os valores da vida e dafamília ou quando combatemos a liberalização das drogas; foi assim quando nos batemos contra as políticas de subsídio que marcaram o país nos anos 80 e 90 do século passado.

O período que vivemos exige novamente um posicionamento inequívoco da juventude no que à política diz respeito. Assistimos, nos últimos meses, a uma alteração das regras não escritas resultantes do fim do Processo Revolucionário em Curso, a uma bipolarização do regime e ao fim, por decreto verbal do Partido Socialista, do chamado “arco da governação” que veio abrir as portas do exercício do poder a partidos de protesto, que se têm manifestado, desde sempre, contra os compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português e que têm construído a sua base de apoio num caminho revolucionário, de democracia duvidosa e de imposição forçada das suas utopias.

A JP deve, pois, assumir uma posição, ganhar voz mediática e materializar a vontade da grande maioria dos portugueses que não deseja mais do que qualquer ser humano pode desejar: viver em tranquilidade, ser dono do seu rendimento e escolher em liberdade.

O mandato que nos propomos liderar será um mandato de tempos interessantes, o que não é, para o comum cidadão, mais que uma maldição. Todavia, assumi-lo-emos com a coragem que este momento exige, apostando na afirmação de políticas reformistas contra a revolução em curso, na consolidação da política orçamental até agora seguida contra o despesismo que, seguramente, onerará a nossa e as futuras gerações, e na luta por um Portugal europeu, pacífico e livre.

Urge, então, fazer crescer a JP, formar mais e melhor os seus quadros, e contribuir para a construção de novas fronteiras de poder ao CDS, alargando a sua base de apoio e consolidando-o como partido autónomo de Governo.
Alargar horizontes, honrar a missão da política, dignificar a JP e o CDS, combater a abstinência cívica e partidária, lutar por uma geração com futuro, enobrecer um país com passado. É a estes desafios que pretendemos responder. É por causa destes desafios que queremos construir UMA GERAÇÃO PARA PORTUGAL'

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