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Braga, terça-feira

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Uma nova direita para Portugal

Geraldo Henriques

Uma nova direita para Portugal

Ideias Políticas

2020-01-21 às 06h00

Francisco Mota Francisco Mota

No próximo fim de semana decorre o congresso do CDS-PP, muito mais que eleger uma liderança, o partido e os seus militantes terão a responsabilidade de escolher que rumo pretendem para a direita em Portugal.
Nos últimos anos o partido perdeu a sua identidade, procurou agradar a tudo e a todos, não conseguindo afirma-se junto dos portugueses. Um rumo catastrófico que culminou no surgimento de duas novas forças políticas no espectro político do CDS.
Este é o momento de uma reflexão profunda e de uma acção capaz de reposicionar o partido como a grande casa da direita portuguesa. É necessária uma liderança, que seja sinónimo de uma nova aragem, com capacidade para renovar os seus protagonistas e permitindo a reconstrução de um partido de baixo para cima e não de cima para baixo. Não basta mudar o presidente e assegurar apenas uma intervenção de cosmética, porque esse modelo partidário esgotou-se com o pior resultado eleitoral, de sempre, do CDS. Muito mais de relocalizar o tabuleiro do poder, rodando os lugares do jogo pelos mesmo de sempre, é necessário um sinal claro de mudança e de orientação para que voltemos a acreditar.

O maior desafio do próximo líder do CDS, mais do que vencer o partido tem que ser de reconquistar o País. Afirmar um CDS popular, próximo das pessoas e consequente com as grandes causas que todos ambicionamos, na defesa da liberdade de escolha, das tradições, da língua e dos órgãos de soberania, num estado cada vez menos presente nas vidas das empresas e das famílias portuguesas, na promoção da coesão territorial, e no combate ao fanatismo ideológico.
Teremos que ser a voz da moderação que não pede autorização à esquerda para dizer aquilo que pensa, que não vacila na oposição ao socialismo e que tem como objectivo a grande reforma para o País.
O CDS terá que voltar a ser CDS, mas com vontade de reorganizar a sua casa, modernizando-se e cumprindo com o propósito para o qual foi fundado: ser um instrumento ao serviço de Portugal.

Voltemos a acreditar num projecto político que procura votos para as suas ideias e não ideias para os seus votos e que é fiel aos seus valores, porque estes não são bons por serem antigos, mas antes são antigos por serem bons.
Se queremos seguir em frente, teremos que apostar num líder com pensamento estruturado, não naqueles que governam por improviso, que olha para um CDS aberto à sociedade e capaz de agregar e de acrescentar valor e não apenas para um grupo restrito de amigos.
Este é o momento de uma renovação, capaz de estabelecer uma ponte geracional entre os seus interpretes e consolidar uma brisa de esperança para voltarmos a convencer os eleitores.
Este é o momento de afirmar uma nova direita popular, patriótica e capaz de ocupar o espectro político da direita para o centro.
Este é o momento de eleger Francisco Rodrigues dos Santos como líder do CDS-PP.

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