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Uma nova forma de vida

E se falarmos de Suicídio?

Uma nova forma de vida

Escreve quem sabe

2020-05-22 às 06h00

Rui Ferreira Rui Ferreira



É por demais evidente que o mundo não vai voltar ao normal. A forma como sempre vivemos acabou e o que virá daqui para a frente depende de todos nós.
A pandemia colocou países inteiros privados da sua liberdade, arruinou milhões de empresas, matou centenas de milhares de pessoas e destruiu centenas de milhões de vidas.
Todos nós iremos certamente sofrer mudanças nas nossas vidas. Seja pela perda de alguém que nos é mais próximo, pelo impacto económico que todos sentiremos, ou pelo simples mas severo egoísmo que todos temos um pouco, que nos fará não querer viver mais uma situação semelhante à atual.
Terá efetivamente de ser criada uma nova “normalidade”, e para isso é necessário alterar a forma como vivemos, como trabalhamos ou como socializamos.
A questão agora é: o que vem a seguir?
Bem no auge da minha adolescência, aprendi uma palavra que a partir daquele momento me marcou sempre um pouco. Equidade. Equidade social - significa justiça, imparcialidade e respeito de igualdade. Acho que conseguimos facilmente fazer uma pequena reflexão sobre este conceito. E é importante que esta reflexão e consciencialização seja feita neste momento, num momento em que estamos todos mais solidários e vulneráveis, porque efetivamente existe a necessidade de criar mudanças na nossa sociedade. Essa mudança começa agora, em todos nós como pessoas, mas acima de tudo como cidadãos. O capitalismo e o poder económico sempre se sobrepuseram àquelas velhas máximas que ouvíamos os nossos pais e avós dizer. Agora sim, valorizamos todas essas palavras.
Numa altura em que se “lutava” pela mudança nas alterações climáticas, o mundo mostrou-nos que há paradigmas bem mais fortes do que o capitalismo.
Somos todos iguais. Não há dinheiro nenhum que possa pagar a liberdade, o tempo e a força da natureza.
Agora, passados alguns meses desde o início desta que será uma das maiores crises económicas e sociais por nós vividas e à medida que o mundo começa a olhar para como será viver com o coronavírus – ou com a ameaça de futuros surtos - já está claro que a pandemia tem o potencial de perturbar indústrias, acelerar tendências culturais e económicas ou ser usada por líderes políticos.
Apesar do período de incerteza que vivemos, acredito que esta mudança passará inevitavelmente pela aceleração exponencial de tendências que estavam a emergir na nossa sociedade:
• O trabalho remoto veio para ficar;
• As competências de liderança evoluirão – uma cultura organizacional forte será a chave para novas formas de trabalho;
• Necessidade de um novo Contrato Social - ganha força o conceito de “renda básica universal”;
• Novos espaços de trabalho - mais flexíveis, partilhados e produtivos;
• Reorganização das cidades – novos espaços de lazer, alargamento de ruas ou ciclovias e alteração de planos de mobilidade;
• Aumento das compras online - a transformação digital começa a ser uma realidade;
• Controlo de pessoas e proteção de dados – necessidade de controlo dos cidadãos;
• Sustentabilidade – com a transformação tecnológica e a redução da mobilidade das pessoas, perspetiva-se uma economia mais verde;
• Desenvolvimento tecnológico da área da saúde e aposta na prevenção.
No fundo, todo o mundo é mudança!

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