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Uma vida e um país que merecem responsabilidade

Idoso

Uma vida e um país que merecem responsabilidade

Ideias

2020-09-14 às 06h00

Carlos Pires Carlos Pires

As pessoas regressaram ao trabalho. Os alunos também. Setembro, o meu mês preferido, porque é quando tudo verdadeiramente reinicia e se renova, já vai a meio. A “silly season” supostamente terminou… Após meses de receios, de isolamento social, de vidas confinadas, o Verão, o sol e o calor trouxeram a ilusão de que regressáramos à “vida normal”. Parecia que já não havia o bicharoco “covid” por perto e que a liberdade de movimentos ressurgira.
Houve exageros? Houve. Houve escusados ajuntamentos de pessoas? Houve. Mas de uma forma geral, confesso-vos essa minha experiência pessoal e testemunho, acho que a maioria dos portugueses tentou, com regras, dar alguma normalidade a uma vida que continuara anormal. Sim, vi muitas pessoas de máscara, mesmo tratando-se de transeuntes nas ruas. Vi pessoas a respeitarem o necessário distanciamento em lojas e espaços fechados. Sim, presenciei pessoas que evitavam o contacto através de abraços ou outras manifestações de afeto a que outrora estávamos habituados.

E houve ainda algo que muito valorizei nos portugueses: a esmagadora maioria, mesmo os amantes de viagens para outras paragens distantes, decidiram ficar no seu país, aproveitando este verão mais condicionado para explorarem as belezas e recantos de Portugal.
Eu fiz parte desse grupo de portugueses: fiz escapadinhas até à minhota e colorida Viana do Castelo e até ao verdejante Gerês, com locais dignos de contos de fadas, com os seus trilhos e recantos naturais. Passei dias no estonteante Douro, onde me perdi em pensamentos face a uma paisagem que parece um quadro pintado por Deus. Fui a banhos em belíssimas praias algarvias, procurando esquecer o quanto muitas partes desta região foram destruídas pela construção desenfreada, onde ainda nos é permitido contemplar algumas das mais belas arribas vivas de Portugal. Finalmente, e aproveitando um trabalho que tinha de aí desenvolver, explorei a majestosa e reconstruída Lisboa, uma capital que encanta e que mostra a sua raça e destrinça face a todas as demais grandes metrópoles do mundo.

Vim deliciado e muito orgulhoso do nosso país, este retângulo pequeno mas tão diversificado. Vim também um pouco mais “gordito”, não consegui resistir a provar a nossa gastronomia, talvez, arrisco dizer, a melhor do mundo.
Conheci mais profundamente muitos recantos, descansei e vim com os olhos cheios, cheios de tantas belezas de Portugal. Julgo ter contribuído, de forma modesta, naturalmente, mas certo que fui um entre milhares que igualmente o fizeram, para a economia do país. Apoiando os pequenos empresários e negócios, desde alojamentos a restaurantes ou cafés, animação turística, etc. Espero sinceramente que todos esses empresários tenham podido, no Verão que terminou, recuperar um pouco dos enormes prejuízos que a pandemia lhes acarretou. Falei com muitos deles, partilharam as suas tristezas e agruras, alguns tinham efetuado inúmeros investimentos antes do confinamento a que o país foi sujeito, com vidas suspensas. Temos de continuar a apoiá-los. Senão hipotecamos o futuro do país, sem economia não sobreviveremos.

Chegou Setembro. Com Portugal a entrar em situação de contingência a partir de amanhã, terça-feira dia 15 de setembro, o primeiro-ministro anunciou esta tarde as medidas que vão ajudar a combater o avanço da pandemia em todo o país.
A solução, caros e estimados leitores, está nas nossas mãos. Quantos mais cuidados tivermos – e que devem fazer parte das nossas rotinas – melhor viveremos a vida dos próximos tempos, procurando alguma normalidade, a qual, já sabemos, só é viável se a compatibilizarmos com elevada responsabilidade.
Bom recomeço de vida para todos! Saúde!

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