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Viver a Páscoa nestes tempos pandémicos

As escolas fizeram e continuarão a fazer a sua parte

Viver a Páscoa nestes tempos pandémicos

Escreve quem sabe

2020-04-10 às 06h00

Carlos Alberto Pereira Carlos Alberto Pereira

Nestes dias de Semana Santa, marcados pelo contraste com a habitual tradição bracarense que envolvia a cidade e os cidadãos, habitantes ou turistas, com um manto de religiosidade, evidenciando o Amor, sem medida, de Cristo, aquele que deu a vida por nós, desafiando-nos a seguir o caminho do Serviço ao Próximo.
O Papa Francisco, no passado dia 6 de abril (twitter) recorda-nos que «Estamos no mundo, para amar a Deus e aos outros. O drama que estamos a atravessar impele-nos a levar a sério o que é sério, a não nos perdermos em coisas de pouco valor; a redescobrir que a vida não serve, se não se serve. Porque a vida mede-se pelo amor.»

A festa da Páscoa, tanto na tradição judaica, a mais antiga, como na cristã, está sempre ligada ao conceito de liberdade, terrena e espiritual, de vitória sobre o opressor, do bem sobre o mal…
A primeira, é uma festa solene dos hebreus, retratada no livro do Êxodo (Ex 12), sendo celebrada no 14º dia da lua de março e foi instituída para celebrar a saída, leia-se, liberação do povo judeu do seu cativeiro no Egito.
A segunda, é a festa da Ressurreição de Cristo e que marca o triunfo da vida sobre a morte, que nos abre as portas da ressurreição para vida eterna.

Se nos despirmos dos cenários onde a Páscoa se celebra e nos centrarmos no essencial - o Amor e o Serviço ao Próximo -, tomamos consciência que esta nossa missão, nos cenários mais catastróficos, é ainda mais importante, porque há mais frágeis, mais necessitados, mais desempregados, mais dificuldades em prestar auxílio, porque não há recursos nem meios, porque não estamos preparados…
No Escutismo, procuramos dar um modesto contributo na preparação dos futuros homens e mulheres, uma vez que este é o propósito da sua missão: «ajudar crianças e jovens a tornarem-se cidadãos solidariamente ativos, à luz da fé professada», que se materializa em três estádios de desenvolvimento: autonomia, responsabilidade e liderança, que, por sua vez, se fortalecem em quatro vetores: a relação com o próprio “eu”, com o “outro”, com a “natureza” e com “Deus”.

Autonomia - qualquer escuteiro tem de trabalhar para se tornar capaz de ser autossuficiente, desenvolvendo conhecimentos e competências nas áreas da sobrevivência e do bem-estar, visando não ser uma sobrecarga para os seus companheiros.
Responsabilidade - vive-se no interior do pequeno grupo (Bando, Patrulha, Equipa ou Tribo) e passa pelo assumir funções e tarefas individuais, mas que, no final, contribuem para um objetivo comum, pretende-se que o desempenho seja consciente e que a entreajuda, para ultrapassar as dificuldades surgidas, seja o mote das vivências no pequeno grupo.

Liderança - que, crianças e jovens, vão demostrando ao colocar os seus conheci-mentos ao serviço dos outros, para lhes proporcionar um melhor desenvolvimento, é a capacidade de os conduzir e auxiliar para que possam crescer em idade, sabedoria e graça.
É claro que, na prática, estes três estádios não são nem estanques, nem se desenvolvem de forma sequencial, eles vão se imbricando, numa transição suave e respeitando os ritmos de aprendizagem de cada um.

Para terminar, recorro ao texto que o Papa Francisco, publicou no seu twitter, no passado dia sete: «Nestes dias da Semana Santa, em casa, permaneçamos diante do Crucificado, medida do amor de Deus por nós. Peçamos a graça de viver para servir. Procuremos contactar quem sofre, quem está sozinho e necessitado. Não pensemos só naquilo que nos falta, mas no bem que podemos fazer.»

P.S.
Aos leitores do “Correio do Minho” e aos seus trabalhadores, que, diariamente, contribuem para um mundo melhor, votos de Santa Páscoa.

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