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A arte da natureza no Museu da Água

Alto Minho

2019-06-02 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Rio Vez e as suas margens são o espaço do novo museu de Arcos de Valdevez. O Museu da Água estende-se por 20 quilómetros e revela riquezas naturais e patrimoniais com painéis informação e postos de observação.

Apresentando como símbolo o melro d’água, um bioindicador da qualidado do ecossistema fluvial, o Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez nasceu, ontem, com a abertura de um centro de informação e acolhimento na vila de Arcos de Valdevez, porta de entrada para um percurso de 20 quilómetros entre a foz e a Ponte de Vilela.
O presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Esteves, justificou o investimento de 300 mil euros, com comparticipação de fundos europeus, num “projecto único em Portugal”, que aproveita a já muito movimentada ecovia do Vez.

Numa segunda fase, os responsáveis do Município pretendem levar o Museu da Água ao Ar Livre até à nascente, nas fragas de xisto e de granito das Lamas de Vez.
“Não fizemos nada. Limitamo-nos a disponibilizar aquilo que a natureza nos dá há milhões de anos”, declarou o presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, no espaço Fluvivez, onde funciona o centro de informação e acolhimento de um Museu que começou a ser pensado há vários anos e que, na opinião de Pedro Gomes, responsável da equipa técnica que o concebeu, contribui para um melhor conhecimento de um dos poucos rios selvagens em Portugal que se apresenta em boas condições ambientais.

A primeira fase do Museu da Água ao Ar Livre pretende promover o património ambiental, nomeadamente flora e fauna, bem como elementos arquitectónicos e etnográficos associados ao Vez e seus afluentes.
Além da sinalização do património construído nas margens, o Museu inclui, ao longo do seu trajecto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do respectivo património construído e da sua história.

Dos 13 açudes existentes no rio Vez, nove foram intervencionados ao abrigo deste projecto museológico, recuperando uma das suas funcionalidades, ou seja, a diminuição da energia da corrente, minimizando deste modo o poder erosivo sobre as suas margens.
Ao visitante são disponibilizados observatórios para conhecer ‘in loco’ a fauna que habita o ecossistema ribeirinho.
Com recurso a equipamento multimédia, o espaço Fluvivez tem como missão dar a conhecer aos visitantes a história do rio e desafiá-los a conhecer, no terreno, o seu património.
Nesta primeira fase, o Museu integra dois postos, em Sabadim e Santar, para apoio a actividades de educação ambiental.

Um parque urbano contra as cheias

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) consignou ontem, em Arcos de Valdevez, a empreitada “parque urbano com resilência às cheias”. Os trabalhos, com duração de três meses e um custo de cerca de 200 mil euros, contemplam a execução de ‘gabiões vivos’, limpeza das margens, com o objectivo de melhorar o escoamento dos caudais afluentes e o controlo da erosão das margens. Pimenta Machado, vice-presidente da APA, explicou que o objectivo é minimizar os riscos de cheia naquele curso de água. Aquele responsável aproveitou a cerimónia pública de consignação da obra para anunciar o lançamento, ainda este mês, de uma aplicação móvel com informação sobre a qualidade e os equipamentos das praias portuguesas.

Espaço de promoção do vinho abre em Agosto

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez vai investir cerca de 50 mil euros na instalação, no Campo do Transladário, de um espaço de promoção do vinho verde de outros produtos locais. O contrato para a execução da empreitada foi ontem assinado pelo presidente da Câmara Municipal, João Esteves, com a perspectiva de que a nova “sala de visitas” do concelho seja inaugurada até ao próximo mês de Agosto.
Vítor Correia, vice-presidente da Associação dos Vinhos de Arcos de Valdevez (Avvez), entidade que irá gerir o novo espaço, revelou que o mesmo funcionará como “centro de interpretação” e que responderá ao “crescimento exponencial” que o enoturismo regista actualmente em Portugal.

O espaço de promoção do vinho e de produtos locais procura recriar uma antiga casa de pasto, proporcionando a sua degustação e venda.
Será um espaço para “conhecer, provar, comprar e voltar”, declarou o presidente da Câmara Municipal, que destacou os bons resultados da parceria estabelecida nos últimos anos com a Avvez.
As duas entidades estão a organizar a quarta edição do ‘Festivinhão’, certame de promoção dos vinhos verdes que encerra hoje, pelas 20 horas, no Jardim dos Centenários

Do programa do último dia constam animações a cargo do grupo ‘Os Bravos de S.?Vicente’, provas comentadas (15.30 e 17.30 horas), com Artur Caldas, da Associação de Escanções de Portugal, e a actuação da dupla MilayLagarto e?Bernardo Antunes.
O vice-presidente da Avvez adiantou ao Correio do Minho que o ‘Festivinhão 2019’ encerrará com maior número de visitantes e volume de vendas, em relação às edições anteriores.

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