Correio do Minho

Braga, segunda-feira

- +
À espera de solução para escola D. Luís de Castro
As melodias do amor ecoaram no concerto da Escola de Música da Vila de Prado

À espera de solução para escola D. Luís de Castro

Rúben Amorim: “tenho a certeza que vamos dar uma boa resposta”

À espera de solução para escola D. Luís de Castro

Braga

2020-01-25 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

União de freguesias de Nogueiró e Tenões recebeu ontem a visita do presidente da câmara. Criar Centro Escolar do Vale do Este é pretensão.

Trata-se de uma “luta inglória”, que continua sem solução. A antiga escola D. Luís de Castro está votada ao abandono “e sendo um edifício do Estado é uma vergonha que tenha atingido o estado em que se encontra”. Para o presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, que recebeu ontem a visita do presidente da Câmara Municipal de Braga, o “tão necessário” Centro Escolar do Vale do Este podia ser construído no terreno pertencente àquela antiga escola. “Esta zona foi a que mais cresceu nos últimos 30 anos. As escolas que existem são antigas, hoje fazem-se reparações e amanhã são necessárias novamente obras. Na EB1 de Nogueiró temos 140 alunos e em Tenões frequentam 90 alunos, por isso, justifica-se a construção de uma nova estrutura para todo o vale, compreendendo ainda crianças de Lamaçães e de Gualtar”, defendeu o presidente João Tinoco, acreditando que o terreno pertencente à antiga escola seria “o local ideal” para a obra.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, referiu que a Carta Educativa do concelho é um “documento aberto às dinâmicas do território”, admitindo, por isso, a possibilidade de “equacionar no futuro” a construção de um centro escolar na zona.
Mas, desde logo, há aqui uma “questão crucial para viabilizar este projecto, que é a questão da localização”. O presidente explicou: “a proposta apresentada pela união de freguesias é defensável, mas carece de tramitação e da afectação do espaço que hoje está sob a alçada da Direcção- Geral do Tesouro e Finanças”.

A antiga Escola D. Luís de Castro é um “património relevante” do concelho que “está completamente ao abandono”, tendo sido já alvo de inúmeras propostas de diversos usos. “A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado tem um pedido junto da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças para receber esse activo para a sua gestão e está sem resposta há quase quatro anos, a GNR já estudou a possibilidade de ali instalar o comando, recentemente falou-se de transformar o edifício numa residência universitária pública”, constatou Ricardo Rio, admitindo que haveria “toda a vantagem” que aquele espaço fosse da esfera municipal.
“Mas a verdade é que o tempo vai passando e os projectos não avançam e o edifício vai-se degradando”, lamentou ainda Ricardo Rio, apontando o dedo ao Governo que diz “querer rentabilizar os activos nacionais desafectados a qualquer tipo de uso, mas na realidade há muitas dificuldades e entraves para concretizar os projectos”.

Obra na Variante da Encosta avança em Março

Porque as acessibilidades rodoviárias são “absolutamente essenciais” para a toda a envolvente das freguesias de Nogueiró e Tenões, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, anunciou, ontem durante a visita àquela união de freguesias, que aguarda “com muita expectativa que avance, a partir de Março, a intervenção da Variante da Encosta”.
Ricardo Rio, que falava durante a visita, garantiu que “muito” tem sido feito naquela união de freguesias. “Só neste início de mandato já foi investido cerca de meio milhão de euros em projectos muito qualificadores, nomeadamente o arranjo envolvente à igreja e a construção do centro cívico, bem como as requalificações nos edifícios escolares e também a intervenção no Largo da Mãe D’Água, que é também importante para organizar um espaço crucial do ponto de vista urbanístico”, adiantou Ricardo Rio.

Mas as preocupações com as acessibilidades não se ficam por aqui. Depois do presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, João Tinoco, voltar a insistir que a Câmara Municipal de Braga deve solicitar às Infraestruturas de Portugal (IP) a concessão da estrada de acesso ao Bom Jesus (EM 103-3, desde o KM 0 ao KM 4), Ricardo Rio partilhou a preocupação com “a degradação das condições do acesso, nomeadamente na limpeza das vias, na remoção da vegetação, mas também na questão da segurança rodoviária que é um perigo acrescido para as milhares de pessoas que ali circulam”. Sobre este assunto, o presidente foi peremptório: “esta- mos disponíveis e em diálogo com as Insfraestruturas de Portugal para vir a assumir essa responsabilidade e ficar com essa via”.

Para o presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, aquela estrada “devia estar sob alçada da câmara municipal e com a delegação de competências a junta de freguesia ficaria responsável pela limpeza”. Tarefa que a união de freguesias já assumiu por diversas vezes. “Temos vergonha e é um perigo, por isso, vamos fazendo algumas intervenções, mas as Infraestruturas de Portugal não fazem nem deixam fazer”, acusou o autarca.
João Tinoco lembrou que a união de freguesias tinha um projecto para inversão de marcha numa zona daquela estrada. “As Infraestruturas de Portugal pediram projecto com memória descritiva e plano de segurança. Nunca mais diziam nada e avançamos com a obra. No dia que estávamos a fazer o trabalho apareceram os fiscais a impedir. Mas está feito. Não avançamos com uma parte da obra, porque se comprometeram a fazer. Até hoje”, acusou o autarca, lembrando que tem “um projecto de plantação de camélias ao longo do acesso ao Bom Jesus que está em análise há dois anos”.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.