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“A situação de Vizela não é alarmante”
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“A situação de Vizela não é alarmante”

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“A situação de Vizela não é alarmante”

Vale do Ave

2020-05-24 às 10h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Com o desconfinamento em marcha é possível perceber que a situação epidemiológica em Vizela acaba por não ser alarmante, dados alguns factores atípicos que caracterizam o mais jovem concelho minhoto.

Analisando a situação epidemiológica da Covid-19, desde o início da pandemia até à actualidade, percebe-se que “não é realmente alarmante”, assegura Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal, que avança com três argumentos que sustentam essa conclusão.
Segundo os últimos dados divulgados pela autarquia e tendo por fonte a autoridade de saúde local, na última sexta-feira o concelho contabilizava um total de 152 casos confirmados de Covid-19. Destes, 59 estavam em vigilância activa. havia ainda 40 pessoas a aguardar resultados do teste de rastreio.
Poderá pensar-se que o número é significativo para um concelho com 24 mil habitantes, no entanto há factores que mostram que a situação poderia ter sido muito mais grave.
“Somos um concelho pequeno, com pouco mais de 24 km quadrados, mas com uma alta densidade populacional”, factor que ajuda à propagação da epidemia. Além disso, explica Victor Hugo Salgado, Vizela é um concelho de mão de obra intensiva, o que impossibilitou a generalização do teletrabalho. E por último, o edil recorda que Vizela faz fronteira com a União de Freguesias de Lustosa e Barrosas, freguesia de Lousada onde se verificou o primeiro foco de contágio no país.
“Com a agravante de que estamos a falar de duas localidades que além de estarem próximas utilizam o ‘front ofice’ de Vizela para tratar de tudo o que sejam questões relacionadas por exemplo com correios, serviços bancários e saúde”, explicou o autarca, apontando que cerca de 300 habitantes de Lustosa são utentes do Centro de Saúde de Vizela. Feito este ponto de situação, percebe-se que a situação pandémica poderia ter sido muito mais graves. Não o terá sido, desde logo, porque os vizelenses, ainda antes de o Governo o decretar, já tinham adoptado o confinamento como estratégia para travar o contágio.
“A Câmara de Vizela também foi muito pró-activa nesse âmbito”, refere o autarca, explicando que a autarquia estruturou a sua acção em três fases. Nas duas primeiras fases houve uma reacção à situação que implicou medidas para garantir o afastamento social e também medidas de apoio à população afectada pela população. Na terceira fase, aquela em que estamos actualmente, procura-se regressar com segurança à normalidade possível.
“Na primeira e segunda fase implementamos um amplo pacote com 60 medidas”, realça o presidente da Câmara, destacando PASA Covid 19 – Programa de Apoio ao Sistema de Alimentação como uma das mais emblemáticas. Esta medida consiste na distribuição de cabazes alimentares de forma a assegurar que os idosos ou pessoas que se encontrem numa situação de especial vulnerabilidade, que vivam isolados ou estejam em casa sozinhos, sem apoio de rede familiar ou de assistência social tenham acesso a bens essenciais como a alimentação, se mantenham em casa e, “evitando assim a propagação do surto epidémico”. A Câmara Municipal, que tem contado com alguns apoios de empresas locais para este projecto, tem distribuído estes cabazes uma vez por semana.

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