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AAUM quer saber quantas camas dará o governo à UMinho
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AAUM quer saber quantas camas dará o governo à UMinho

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AAUM quer saber quantas camas dará o governo à UMinho

Ensino

2020-09-25 às 08h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Rui Oliveira, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, quer saber quantas camas é que o governo vai dar aos estudantes de Braga e Guimarães.

O presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) quer saber quantas camas, das 4500 anunciadas este ano pelo governo como reforço do alojamento universitário, serão afectas à academia minhota que precisa de respostas para os estudantes tanto em Braga como em Guimarães. Caracterizando a questão do alojamento para estudantes universitários como “muito preocupante”, Rui Oliveira diz que a UMinho precisa de “soluções concretas” e pede “uma estratégia a longo prazo” com mais residências fixas.
Apontando para o aumento crescente nos últimos anos do valor de um quarto na região, onde um estudante universitário paga uma média de 200 a 250 euros, o presidente da AAUM diz que “é muito” e que este é um peso muito significativo no orçamento de uma família de um estudante universitário. “Nós precisamos urgentemente de criar mais respostas e a longo prazo em termos de alojamento para os nossos estudantes universitários, porque, neste momento, o número de camas disponibilizado não chega sequer para dar resposta aos alunos bolseiros”, refere.
Rui Oliveira critica o facto de a tutela, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o governo, ainda não terem dado aval aos três projectos que a UMinho tem neste momento para criar mais alojamento para os estudantes universitários, nomeadamente por via da reabilitação de edifícios antigos da Escola Secundária D. Luís de Castro em Braga e da Escola de Santa Luzia, em Guimarães - e que, no ano passado, foram inclusivamente identificados numa lista que o governo veiculou por decreto-Lei e que previa duplicar em 10 anos a oferta actual de alojamento estudantil, que disponibiliza 15 mil camas.
Nesse projecto, o governo previa a construção, reabilitação e requalificação de mais de 250 imóveis ao nível de todo o país, mas o presidente da AAUM diz que os projectos anunciados ainda não saíram do papel e é preciso que se concretizem por uma questão de “necessidade” e de encontrar respostas atempadas.
Indicando embora como positiva que esta ‘solução’ encontrada pelo governo de dar uma resposta a curto prazo aos estudantes através da disponibilização de camas em pousadas e hostels, o presidente da AAUM diz que não é suficiente.
“Eu não quero ser pessimista, mas duvido desta resposta que o governo veio dar com estas 4500 camas, pelo menos que se materialize de facto em camas para todo o país, porque se as camas forem só para as grandes áreas metropolitanas do Porto e Lisboa - que é o que tem acontecido nos anos anteriores - não chega e nós aqui no Minho também precisamos de respostas concretas e, por isso, queremos saber em concreto, quantas destas 4500 camas se vão materializar realmente em alojamento para os nossos estudantes universitários dos pólos de Braga e Guimarães?”.
Rui Oliveira indica, todavia, que a medida do ‘Complemento de Alojamento’ veio ajudar a “suprimir” um pouco esta lacuna existente em termos de falta de camas em residências universitárias, mas volta a sublinhar a necessidade de encontrar respostas a longo prazo e à medida dos estudantes universitários portugueses. “Penso que, às vezes, o que falta mesmo é uma estratégia a longo prazo, que possibilite, de facto, a criação de mais respostas através de mais residências fixas e essa seria a melhor solução do que a solução encontrada para este ano, que é sempre a curto prazo e não resolve o problema de raiz”, indica.

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