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Abertura dos hospitais foi fundamental para transmitir informação de qualidade
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Abertura dos hospitais foi fundamental para transmitir informação de qualidade

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Abertura dos hospitais foi fundamental para transmitir informação de qualidade

Braga

2021-03-06 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Ligação dos gabinetes de comunicação hospitalares aos media foi crucial para informar e formar os cidadãos em contexto de pandemia, onde o conhecimento inicial sobre o novo vírus era praticamente nulo.

A relação de abertura que os hospitais estabeleceram, desde o início da pandemia, com os orgãos de comunicação social permitiu, apesar das inúmeras incertezas iniciais, transmitir aos cidadãos uma mensagem fidedigna e de qualidade sobre a Covid o seu impacto nos cuidados de saúde. Esta foi uma das mensagens centrais deixadas pelos participantes do webinar promovido pelo Hospital de Braga, ‘A comunicação no Combate à Pandemia’, que contou com a participação de vários directores de comunicação de alguns centros hospitalares, nomeadamente do Centro Hospilatar e Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE), Miguel Saraiva; do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, Salomé Marques; da Unidade Local de Saúde Nordeste (UL SN), Rita Paulino; das responsáveis de comunicação interna e externa do Hospital de Braga, Sandra Silva e Catherine Pereira, respectivamente, além do secretário-geral da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) e do director do Jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro.
A moderação esteve a cargo da jornalista Lúcia Gonçalves.

A assessora de imprensa do Hospital de Braga deixou um dos principais testemunhos deste webinar, espelhando a forma como os hospitais, sobretudo os de primeira linha no tratamento à Covid, geriram a informação a passar aos cidadãos, numa época em que as incertezas eram substancialmente maiores do que as certezas. De acordo com Catherine Pereira, os órgãos de comunicação social desempenharam um papel fundamental neste processo e foi através dessa “ponte” que foi possível combater a desinformação, as fake news. “Uma preocupação que o hospital teve foi comunicar de forma faseada, sobretudo numa primeira fase, mas com equilíbrio, com verdade e com rigor. Mais do que a quantidade, com qualidade”, referiu a assessora, sublinhando que foi fundamental a abertura das portas à comunicação social para dar a conhecer, “com verdade”, o trabalho que estava a ser desenvolvido, mostrando também aos utentes que “era seguro vir ao hospital”, numa altura em que imperava o medo de deslocação às unidades hospitalares.

Paulo Monteiro, director do Jornal do Correio do Minho falou dos desafios e exigências que a Covid trouxe para os jornais e os jornalistas, especialmente numa altura em que este era o tema quase exclusivo das edições e em que os leitores se mostravam sedentos de informação. “Há um ano era mais complicado do que hoje porque trabalhávamos com um vírus totalmente desconhecido”, referiu o director, sublinhando que com base numa “relação privilegiada e de intercâmbio” com a comunicação do Hospital de Braga que foi possível transmitir aos leitores a realidade que era experienciada “de uma forma positiva”, mas sem nunca descurar a verdade dos factos. Paulo Monteiro recordou a entrevista publicada pelo jornal a 12 de Março ao médico Alexandre Carvalho, investigador da UMinho, esclarecendo, naquele período inicial da pandemia, que o melhor remédio era a prevenção. “Foi aí que começamos a aprender a mostrar algum cuidado com aquilo que se passava”, enfatizando também o papel pedagógico assumido pelos media.

Miguel Saraiva, do CHVNGE, explicou que a informação veículada para o exterior, sobretudo através dos média, foi crucial para não só formar os públicos para as regras de segurança que era necessário adoptar no seu dia-a-dia, mas, principalmente, para transmitir a mensagem de que o hospital tinha adoptado regras, circuitos que o tornavam num local seguro também para os doentes não Covid.
Rita Paulino, da ULSN referiu também que os media foram importantes não só para para informar os cidadãos, mas também por assumir um papel pedagógica de grande importância. O responsável deixou o exemplo de uma parceria estabelecida com uma rádio local que, atingindo um grande espectro de uma população muito dispersa, serviu como veículo de informação muito útil no que diz respeito às regras de segurança a adoptar.

Comunicação interna foi intensificada com recurso a novas metodologias

A pandemia acarretou novos desafios para os hospitais em termos de comunicação interna, que assumiu um papel ainda mais fulcral não só em termos de organização laboral e transmissão de normativas, mas também de apoio aos profissionais de saúde. Várias foram a estratégias utilizadas, sobretudo os canais digitais internos.
Sandra Silva, assessora de comunicação do Hospital de Braga, explicou que para responder à “ânsia” dos profissionais por informação que pudesse dissipar dúvidas, foi intensificada a comunicação interna através de comunicados, emails, reuniões e a criação de grupos de trabalho.

NaULSN, além de outros meios, foi utilizada a intranet para chegar a um universo de 200 profissionais espalhados por várias áreas dispersas.
Com recurso também a várias plataformas digitais, a APAH dinamizou também um conjunto de iniciativas de formação e de partilha de boas práticas, desafiando especialistas que estavam na linha da frente a partilhar as suas vivências e now know.
No Centro Hospitalar de Coimbra, a experiência foi diferente. “Não fizemos parte do gabinete de crise. Essa é uma falha que provavelmente acontece noutros hospitais e o que dificultou o trabalho de comunicação”, referiu Salomé Marques, directora de comunicação.

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