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ACB: “é inevitável” injectar capital a fundo perdido nas empresas

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ACB: “é inevitável” injectar capital a fundo perdido nas empresas

Braga

2020-05-28 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

“A ajuda às empresas com injecção de capital a fundo perdido é inevitável”, afirmou o presidente da ACB, na comemoração dos 157 anos da instituição, onde reclamou mais medidas para fazer face à crise.

Contribuir para relançar a economia é a principal tarefa que a Associação Comercial de Braga (ACB) abraça no momento em que comemora o seu 157.º aniversário. O presidente da Direcção, Domingos Macedo Barbosa, garante ao país que “pode contar com as empresas e com os empresários, como sempre aconteceu”, mas alerta que fazem falta mais medidas de apoio ao tecido empresarial, concretamente a injecção de capital a fundo perdido “que é inevitável”. A mensagem foi deixada ontem à noite, na sessão comemorativa dos 157 anos da ACB, momento que ficou marcado pela reivindicação de mais medidas de apoio para que as empresas possam sobreviver à crise causada pela pandemia.

No seu discurso, o presidente da ACB começou por realçar que “nunca como hoje foi tão evidente a importância das instituições empresariais na definição das políticas sociais e económicas lançadas pelos governos e autarquias locais”.
Garantiu ainda que a ACB foi e será parceira activa “na defesa dos interesses da economia, das empresas e dos rendimentos de pessoas e famílias”.

Macedo Barbosa recordou que a ACB foi chamada a responder a “esta tragédia sanitária” e que “esteve à altura do momento, obrigando a direcção a trabalhos redobrados, mas sem regatear esforços”.
A ACB “não encerrou dia nenhum para acudir às múltiplas solicitações dos empresários na orientação das medidas que iam sendo lançadas pelo governo e pela autarquia. Ao mesmo tempo, em estreita cooperação com a autarquia, a ACB, esteve e continua a estar muito activa ajudando a delinear medidas muito importantes e urgentes para as empresas”, realçou, apontando que para esse relançar da economia é fundamental “restabelecer a confiança dos consumidores”.

Esta associação espera agora do Governo “medidas concretas” que vão de encontro às necessidades sociais da população em geral e das empresas em particular, porque “salvar empresas é salvar pessoas”.
Para a ACB, as medidas lançadas até hoje “foram fundamentais e oportunas, mas insuficientes”, pelo que “têm, obrigatoriamente, que ser reforçadas e adequadas às reais necessidades das empresas e dos diversos sectores de actividade”.
“A ajuda às empresas com injecção de capital a fundo perdido é inevitável”, defendeu, mas reivindicou também “ajustamentos no tempo e na forma” para o regime de lay-off simplificado.
Sobre as moratórias, reconheceu que “foram uma boa medida, mas a curto prazo serão uma dificuldade asfixiante para as empresas que, na sua maioria, não reúnem condições para satisfazer as exigências da obtenção de crédito”.

Macedo Barbosa referiu que a ACB reconhece que “as dificuldades são diferentes quando falamos de micro e pequenas empresas dos sectores dos serviços, alojamento, comércio e restauração, já que a sua maioria estão ancoradas no turismo e este vai demorar a restabelecer”.
Por isso, pede “medidas ajustadas à sua realidade” deste sector.

Num âmbito mais alargado, recordou que a ACB continua a reforçar os serviços de apoio às empresas em todas as vertentes da economia, com programas ajustados às necessidades de cada empresa.
Na vertente da formação profissional, a ACB continua com as qualificações de activos e na requalificação de empresas e empresários com forte impacto no desenvolvimento empresarial da região.
Terminou sublinhando que “a ACB é um activo importante ao serviço das empresas, da economia e do país”, daí o apelo a que mais empresas se tornem sócias. “Acredito e tenho a certeza que a nossa valorização institucional resultará em valor acresci- do para as nossas empresas e daí o meu apelo à maior consciência associativa empresarial”, disse.

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