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Economia

2020-06-01 às 08h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Presidente da ACB constata que linhas de crédito criadas pelo Governo não estão a chegar às em-presas que realmente precisam, e pede apoios a fundo perdido atribuídos sem interferência da banca.

O presidente da Associação Comercial de Braga (ACB) reivindica que “é urgente arranjar uma forma de capitalizar as empresas”. Para Domingos Macedo Barbosa a solução para este problema passa pela injecção de subsídios a fundo perdido, atribuídos via IPAMEI, com algum tido de comprometimento por parte das empresas.
“Não estamos a falar de dar fundos por dar. Estamos a falar de injectar capital nas empresas, mediante o assumir de algum tipo de comprometimento por parte destas, que poderá passar, por exemplo, pela manutenção de postos de trabalho”, explica.
O presidente da ACB falava no programa ‘Da Europa para o Minho’ da rádio Antena Minho, com o eurodeputado José Manuel Fernandes, produzido e apresentado pelo director daquela rádio e do jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro.
Macedo Barbosa alerta para o facto de que muitas empresas, que são viáveis, estarem a passar dificuldades por falta de capital.
“É precisa uma medida urgente par a capitalizar as nossas empresas. Elas aparecem em frente à banca muito fragilizadas em termos e capital e isso muitas vezes até as impede de ter acesso a linhas de crédito”, explicou.
O presidente da ACB foi duro nas críticas à banca, acusando “os bancos” de, com recurso às linhas de crédito lançadas para fazer face à crise causada pela Pandemia da Covid-19, estarem “a trocar créditos duvidosos por créditos com aval do Estado”, fazendo com que depois o “dinheiro não chegue às empresas que realmente precisam”.
“Tem havido um grande aproveitamento da banca. Essa é a realidade do que está acontecer. As empresas que estavam com dificuldades antes da pandemia, mas que são empresas viáveis, continuam com dificuldades e não conseguem aceder a esse crédito”, alertou.
Domingos Macedo Barbosa critica ainda a medida de apoio aos sócios-gerentes, considerando que, em termos práticos, não resolveu o problema. “Foi uma medida com muita retórica”, “uma medida tardia” e que “não resolveu o problema dos sócios-gerentes”, afirmou, realçando que “muitas micro e pequenas empresas, onde muitas vezes trabalham familiares e que acabam por ser todos sócios-gerentes, ficaram sem apoio”.
Deu como exemplo a sua própria empresa, uma vez que ele e os filhos são sócios-gerentes e ficaram todos sem qualquer rendimento. “E como nós muitos milhares de empresas”, alertou.
Positiva considera que foi a medida do lay-off simplificado, embora alerte que há empresas que ainda estão a aguardar pela transferência da segurança social. “Esperamos que o Governo resolva em breve o problema, porque é dinheiro que faz muita falta à tesouraria das empresas. Apesar e muitas empresas estarem paradas, elas continuam a ter de pagar as despesas e também têm de suportar parte dos salários dos funcionários em lay-off”, alerta o responsável, para quem a medida terá de ser prolongada em determinados sectores de actividade.

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