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ACB: retoma vai ser muito lenta e exige prolongamento de apoios
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ACB: retoma vai ser muito lenta e exige prolongamento de apoios

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ACB: retoma vai ser muito lenta e exige prolongamento de apoios

Braga

2020-05-25 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Em três semanas já deu para perceber que a retoma económica vai ser muito lenta e que vai ser necessário prolongar os apoios às empresas. É neste contexto adverso que a ACB celebra 157 anos.

Completam-se precisamente hoje três semanas desde que se iniciou o desconfinamento e durante este período “já deu para perceber que a retoma económica vai ser muito lenta” e que “vão ser necessárias mais medidas Governo, mais agéis e com maior dotação orçamental” para garantir “a sobrevivência do tecido empresarial”.
O balanço destas três semanas de tímida retoma económica é feito por Rui Marques, director-geral da Associação Comercial de Braga (ACB), entidade que amanhã comemora o seu 157.º aniversário.
Uma das medidas que já se percebeu que será necessário prolongar é o acesso ao lay-off simplificado que estava previsto durar até três meses. Mas Rui Marques aponta ainda a necessidade de prolongar a flexibilização para pagamento das responsabilidades fiscais e contributivas.

“Prevê-se que esta retoma vai ser muito lenta e vai ser preciso encontrar mecanismo que ajudem as empresas a sobreviver a esta temporada”, argumenta o director-geral da ACB, vincando que é preciso avançar com novas linhas de financiamento às empresas que ajudem a injectar liquidez na economia.
O desconfinamento está em marcha, mas aquilo que se tem notado “é que ainda há aqui um grande obstáculo a ultrapassar, que é o medo, o receio”, explica Rui Marques, temendo que a situação venha a ainda a tornar-se mais dramática com o desemprego que vai surgir em consequência desta crise “e que vai afectar o poder de compra” dos portugueses.
“É vital, para a sustentabilidade da nossa economia, que as empresas sobrevivam”, vinca o responsável.

Rui Marques reconhece que Portugal “tem uma economia frágil” actualmente, mas espera que os pacotes de ajuda que são esperados da União Europeia sejam canalizados, pelo Governo, para as empresas garantindo que estas vão ultrapassar este período muito complicado.
Esta situação de crise é sentida todos os dias por quem trabalha na ACB. Rui Marques refere que desde o início da pandemia “triplicou” a procura dos serviços desta associação, face ao período normal, por parte dos seus associados.
Na fase inicial do estado de emergência, a procura foi motivada sobretudo para “perceber as medidas de apoio” implementados pelo Governo.

Seguiu-se um período de procura para aproveitar a oportunidade para qualificar recursos humanos, uma vez que a ACB conta com um programa de formação gratuito e diversificado, ministrado também à distância.
Ultimamente, os associados procuram a ACB para “perceber as exigências e recomendações de boas práticas na reabertura dos seus negócios”.
É neste contexto adverso que a ACB assinala amanhã o seu 157.º aniversário. Precisamente para demonstrar a importância do associativismo neste contexto adverso, uma das iniciativas programadas é um ‘webinar’, a realizar no dia 27, quarta-feira, às 21.30 horas, em directo no facebook da ACB, sobre o tema ‘Os desafios do associativismo e da cooperação empresarial’. Os oradores são Nuno Mangas, presidente do IPAMEI, e Ricardo Rio, na qualidade de presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado.

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