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Actual realidade? “É complicado lidar”
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Actual realidade? “É complicado lidar”

Braga

2021-02-28 às 07h00

Miguel Viana Miguel Viana

Bracarenses só saem de casa para trabalhar, fazer compras de bens essenciais e para a prática desportiva. Caminhadas e corridas foram as formas encontradas para combater o stress de permanecer todo o dia em casa, mas já acusam desgaste.

“Este confinamento (de Janeiro até agora) está a ser menos complicado do que aquele por que passamos em Março e Abril do ano passado. Ainda assim não está a ser fácil”. A opinião é de Dino Oliveira, que ontem fazia uma caminhada junto ao Parque Desportivo da Rodovia, tal como centenas de bracarenses.
O bom tempo convidava a sair de casa, mas Dino Oliveira, residente em Nogueiró, diz que só vem à rua “para fazer compras e dar uma caminhada”, perto da área de residência.
O casal Carlos e Irina Rio também aproveitaram a manhã de ontem para realizar uma caminhada na via pedonal ciclável, junto ao Laboratório de Nanotecnologia (INL). Até porque a maior parte da semana é passada em casa.
“É complicado lidar com a rotina no confinamento. As primeiras semanas, no ano passado, foram muito complicadas. Agora só saímos de casa para ir às compras”, disse Irina Rio.
Carlos explicou que agora “as compras são feitas on line ou através de takeaway. Estamos os dois em teletrabalho e quase não saímos de casa, só para praticar desporto, para manter a saúde.”
O casal reside na freguesia de S. Victor e aproveita a proximidade do complexo Desportivo da Rodovia.
O mesmo referiu Marco Castelo, também residente em Nogueiró, que ontem aproveitou o bom tempo para dar uma volta de bicicleta com os amigos na via junto ao rio Este.
“Com crianças em casa é complicado viver o confinamento . Vamos dividindo as tarefas entre o casal e praticando algum desporto aqui perto para passar o tempo”, considerou Marco Castelo.
À conversa com os amigos no Complexo Desportivo da Rodovia, Aurélio Dias admitiu que vai saíndo durante o período de dever de confinamento, “mas respeitando sempre as normas de segurança. Saio para praticar desporto e fazer caminhadas, mas sempre com cuidado”.
Agostinho Vasconcelos partilha da mesma opinião do amigo, de que tem necessidade de saír mas com toda a segurança. Principalmente para praticar desporto. “Há alguns anos que pratico desporto regularmente e agora tento fazer o mesmo, mas com cuidado”, disse Agostinho Vasconcelos.
Mais descontente estava Acácio Garcia. “Estou farto disto, do desconfinamento. Levamos uma vida de cão, com os restaurantes fechados. Não gasto tanto dinheiro, mas já há um mês e meio que não posso tomar um café fora de casa. N-ao interessa viver assim”, apontou o morador da freguesia de S. Victor. Acácio García sugeriu que fossem dadas “mais rédeas às pessoas para não abusarem, mas deviam manter a economia em funcionamento”. O munícipe lamentou também o encerramento dos equipamentos desportivos da Rodovia. “O pessoal vem para aqui caminhar e não pode usar estes equipamentos. Se passamos as fitas vem logo alguém dizer que não podemos estar ali. Morro de tédio com tudo isto. O confinamento já irrita”, disse Acácio García.

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