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Agere testa reutilização de águas residuais na agricultura e indústria

Braga

2020-10-23 às 07h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Esgotos domésticos podem ser tratados e reaproveitados para regas e processos industriais. Um sistema com esse propósito está a ser avaliado para possível implementação em pequenas ETAR.

A Agere - Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga está a testar a viabilidade económica de um sistema modular de tratamento e reaproveitamento de águas residuais para regas e fins industriais. Uma tecnologia que permite a reutilização eficiente e sustentável de esgotos está a ser testada na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Palmeira por uma empresa privada, parceira da Agere.
A avaliação do sistema ‘Bluecon’ constitui uma das fases de um projecto financiado pelo programa comunitário Life, dedicado ao ambiente e à acção climática, que visa a implementação de um tecnologia de limpeza e reaproveitamento de águas residuais a baixo custo, adequado para ETAR de pequena dimensão.
Para além da grande ETAR de Frossos, no limite da sua capacidade, a Agere gere 14 outras estações de tratamento de águas residuais de pequena dimensão, nas quais o sistema ‘Bluecon’ poderá ser utilizado.
Rui Morais, administrador da empresa de águas, efluentes e resíduos, considera que “o grande desafio” que se coloca neste momento à implementação de uma tecnologia que visa contribuir, no âmbito da economia circular, para um melhor ambiente, é garantir a sua sustentabilidade económica.
O sistema ‘Bluecon’ em demonstração em Palmeira durante três dias “só será objecto de compra” por parte da Agere se nas áreas próximas das pequenas ETAR espalhadas pelo concelho “houver destinatários” para a utilização da água de esgotos tratada.
O reaproveitamento de águas residuais poderá ser feito em processos industriais ou em regas de campos agrícolas e recintos desportivos, exemplica o administrador da Agere.
“Terá de haver um racional económico que permita alcançar um custo competitivo dessa água sem onerar os restantes consumidores”, entende Rui Morais.
Numa fase inicial, não é sustentável economicamente a criação de redes de grande dimensão para o fornecimento dessa água para consumo não humano, pelo que o propósito é encontrar, mas imediações das pequenas ETAR, empresas e produtores agrícolas interessados no reaproveitamento de águas residuais
Os promotores do Bluecon garantem um sistema de limpeza de águas residuais de baixo custo, 100% físico e que assegura a qualidade da água para os fins atrás enunciados. Apresentam um sistema neutro em termos energéticos, de fácil operação e que produz 30% menos lodo que os sistemas de tratamento biológico usados covencionalmente. O sistema é considerado adequado para o reaproveitamento de esgotos de núcleos habitacionais entre as 2 000 e as 10 000 pessoas.

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