Correio do Minho

Braga, sábado

Agrupamento de Maximinos recebe 1400 alunos este ano lectivo
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As Nossas Escolas

2018-09-25 às 06h00

Marta Amaral Caldeira

É com “um grupo de pessoas excepcionais” e em “bom ambiente” que o director do Agrupamento de Escolas de Maximinos inicia o ano lectivo, mantendo o número de alunos e aumentando a sua oferta.

É com “um grupo de pessoas excepcionais”, que a nova direcção do Agrupamento de Escolas de Maximinos inicia o ano lectivo 2018/19 - mantendo o mesmo número de alunos (1400) e crescendo em turmas no ensino secundário. O recém empossado director, Joaquim da Silva Gomes, garante toda a “traquilidade” neste arranque de aulas, num ano lectivo em que finalmente se vão concretizar as obras na Escola Secundária de Maximinos.
Pegou no agrupamento num processo difícil, quando este se encontrava em auto-gestão, mas a pouco mais de dois meses de ter sido empossado no cargo, ao lado de Florinda Grilo (sub-directora), Cristina Gandra, Carlos Gonçalves e Maria João Faria - uma equipa que considera “consensual”, o director Joaquim Gomes mostra-se motivado para realizar um bom trabalho e com a grande missão da “humanidade”.

Uma das maiores preocupações do director visa a “unificação” do mega-agrupamento num mesmo projecto escolar que se quer afirmar, cada vez mais, como uma oferta de qualidade em Braga.
Por isso mesmo, uma das primeiras iniciativas que levou a cabo foi providenciar a abertura da secretaria da EB 2,3 Frei Caetano Brandão - algo que aconteceu logo na semana em que oficialmente arrancaram as aulas. “A secretaria na EB 2,3 Frei Caetano Brandão estava fechada desde que se constituiu o agrupamento de escolas e o nosso objectivo é dar uma resposta aos alunos e às famílias que necessitam de resolver várias questões sem terem que se deslocar à sede do agrupamento”, sublinhou o responsável.

Joaquim da Silva Gomes mostra-se “expectante” e diz que, acima de tudo, se vive no agrupamento um “bom ambiente”, indicando, aliás, que essa é uma das suas maiores qualidades.
“Foram feitas dezenas de nomeações ao nível de coordenadores e equipas desde que tomei posse e não houve um única imposição”, assinalou o director do agrupamento.

“É precisamente este espírito de uma escola humanista, positiva e verdadeiramente aberta pelo qual nos queremos afirmar, gerador de um bom ambiente escolar, onde se formam bons alunos, mas, sobretudo, bons cidadãos, que nos queremos afirmar enquanto uma opção de grande qualidade ao nível da oferta de ensino público de Braga”, frisou Joaquim da Silva Gomes.
“Não tenho dúvidas que em termos de bom ambiente, esta é uma das três melhores escolas de Braga, contando com professores de excelência, muitos dos quais até interromperam as suas férias de Agosto para preparar o novo ano lectivo e dar vazão à nova legislação”.

Turmas do secundário crescem com Humanidades e Profissional

Neste ano lectivo, a Escola Secundária de Maximinos arranca com mais turmas do secundário, cuplicando-as e alargando a oferta escolar para as Humanidades e Ensino Profissional. O objectivo é garantir a captação de mais alunos daqui para a frente.
Joaquim Gomes, director do Agrupamento de Escolas de Maximinos, garante que tanto a EB 2,3 Frei Caetano Brandão, como a Secundária, estão a ser olhadas “com todo o cuidado”, porque a seu ver, o ensino secundário corria mesmo “sérios riscos de fechar” porque só tinha duas turmas de 10. ano - o que implicava que nos 11.º e 12.º anos houvesse também, apenas, duas turmas de cada. Para o director, que tomou posse do cargo há pouco mais de dois meses, era obrigatório ‘mudar’ este cenário - tendo sido por isso uma das suas primeiras medidas.

“Este ano vamos abrir o dobro de turmas, ou seja, haverá quatro turmas no 10.º ano, implicando desde logo que apenas três professores fossem para a mobilidade e que conseguíssemos abrir também as opções de Humanidades (1 turma), Ciências e Tecnologia (2 turmas), Ensino Profissional – Informática (GPSI) (1 turma). Para o ano outras áreas do profissional.
“Este leque de opções pretende ir de encontro à procura e às necessidades da comunidade que servimos, porque realmente havia pedidos de transferência, por exemplo, para Humanidades e não tínhamos esta opção, mas a partir de agora já a temos e disponibilizamos”.

O director garante “o contentamento geral”, indicando que já se nota “uma maior procura de alunos”.
Mas não só. Para o próximo ano lectivo o director do Agrupamento de Escolas de Maximinos pretende rever os cursos profissionais, apontando que terá como apostas novos cursos em áreas mais vantajosas como o Património e o Turismo.
“Penso que a nível da região há falta de profissionais nestas áreas, muito relacionadas também com a crescente procura turística e dotar a escola em áreas-chave como essas, muito vocacionadas para o mercado profissional é, a meu ver, algo em que devemos apostar e ter na nossa oferta”, indicou Joaquim Gomes.

Obras na Secundária arrancam no período de férias do Natal

As obras na Escola Secundária de Maximinos arrancam este ano lectivo, durante a pausa lectiva do Natal, garante o director do Agrupamento de Escolas de Maximinos, Joaquim Gomes. Há muito que as obras eram reivindicadas pela comunidade educativa e a escola será totalmente requalificada, mantendo embora a estrutura, com o objectivo de oferecer melhores condições de ensino. O director acredita que a intervenção, tida como “urgente”, na EB 2,3 Frei Caetano Brandão poderá ser uma realidade em breve.
As obras arrancam em Dezembro próximo e decorrerão até ao mês de Junho em três blocos, sendo que a intervenção no quarto e último bloco apenas ficará para mais por ser onde se localiza a cantina escolar que não pode encerrar durante o ano lectivo – e a qual só será intervencionada precisamente nas próximas férias do Verão.

O director do Agrupamento de Escolas de Maximinos diz que há “bons motivos” para acreditar que também a EB 23 Frei Caetano Brandão também terá obras de melhoramento.
“Temos estado sempre em contacto com a Câmara Municipal de Braga e também com a DGESTE - Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, que nas visitas que fizeram à escola, e cujos técnicos fizeram um levantamento exaustivo, foi unânime o parecer que aponta para a necessidade de uma intervenção profunda e urgente, mas quando e como ainda não sabemos, mas estou convencido que haverá uma intervenção, uma vez que foi confirmada pelos responsáveis a sua necessidade”, indicou.

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