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Agrupamento de Real: Parque informático obsoleto coloca em causa qualidade do ensino
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Agrupamento de Real: Parque informático obsoleto coloca em causa qualidade do ensino

Computadores já estão nas escolas para apoiar alunos

Agrupamento de Real: Parque informático obsoleto coloca  em causa qualidade do ensino

Ensino

2020-09-25 às 07h00

Paula Maia Paula Maia

Material não é renovado desde a década de 2000. Não há computadores nas salas se aula e os projectores funcionam mal. Caso seja necessária recorrer a ensino à distância o agrupamento terá de voltar a confrontar-se com sérias limitações.

O ano escolar será atípico, mas os alunos do Agrupamento de Escolas de Real parecem já ter interiorizado as novas regras que vão vigor até Junho.
O regresso à escola correu bem, dentro do esperado, com os alunos a ambientarem-se às muitas mudanças introduzidas.
Zita Esteves, directora do agrupamento, refere que a preparação do novo ano escolar faz-se valer de algumas experiências adquiridas no final do ano anterior, mas admite que as exigências face à nova realidade são muitas, a começar pela gestão dos espaços das escolas de modo a garantir o distanciamento social. “As escolas não crescem, o espaço físico é sempre o mesmo, mas a necessidade de distanciamento físico faz com que tenhamos de dar asas à imaginação e à criatividade”, assegura.
Percursos definidos para alunos e professores, horários desfasados, mapas de limpeza de salas integram a nova realidade desta comunidade educativa de 1650 alunos distribuídos pelos vários níveis de ensino, que se mostra preparada para os vários cenários que estão no horizonte.
Com vários desafios e algumas dificuldades, a directora do Agrupamento de Escolas de Real adianta que a maior dificuldade que o agrupamento enfrenta é o seu parque informático que “está perfeitamente obsoleto”.
“Não temos computadores para trabalhar na sala de aula. Não temos projectores a funcionar. Não temos uma parque informático que dê resposta às alternativas ao papel que é também uma fonte de contágio. Não temos forma de ultrapassar esta problema a não ser que o ministério fornece esses meios”, avança a dirigente escolar, acrescentando que não há renovação do material desde a década de 2000.
A situação poderá provocar constrangimentos no ensino à distância (videoconferência), adoptado para já em algumas aulas de apoio, mas que poderá ser alargado caso se cumpra o pior cenário para as escolas devido à situação pandémica, tal como aconteceu no terceiro período do ano transacto.
“Estamos a tentar equipar uma sala com quatro computadores e câmaras para fazer videoconferências em caso de necessidade, mas não temos essa possibilidade em cada uma das salas”, continua a directora, confessando que, no pior dos cenários, caso se recorra novamente ao ensino à distância “continuaremos a ter alunos sem recursos e professores a ter de usar os seus próprios computadores porque a escola não tem”.

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