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Agrupamento n.º 304 - Sequeira prepara desconfinamento
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Agrupamento n.º 304 - Sequeira prepara desconfinamento

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Agrupamento n.º 304 - Sequeira prepara desconfinamento

Braga

2020-08-15 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

A celebrar 50 anos, o Agrupamento n.º 304 - Sequeira está a preparar o regresso às reuniões e actividades para o próximo mês de Setembro. Chefe de agrupamento, Bruno Silva, espera que “os miúdos tenham saudades do escutismo”.

A celebrar 50 anos, o Agrupamento 304 - Sequeira ainda conseguiu fazer a festa das comemorações no início de Março, bem antes da Covid-19 “obrigar a parar”. “Os dirigentes já se juntaram e vamos ter um Conselho de Agrupamento no início de Setembro para preparar o regresso. Não vai ser fácil, mas vamos ter que saber lidar com tudo isto”, apelou o chefe de agrupamento, Bruno Silva, esperando que “os miúdos tenham saudades do escutismo”.
“Felizmente somos uma associação muito organizada e ao nível do Corpo Nacional de Escutas (CNE) foram criadas e desenvolvidas ferramentas para conseguirmos ser escuteiros em casa”, aplaudiu o dirigente. Foi feito um Acantonac (acantonamento nacional) em que “todos os agrupamentos e escuteiros foram convidados a acantonar em casa e o agrupamento de Sequeira aderiu”. Com a Covid-19, todos fomos confrontados com uma “realidade completamente diferente”, mas o CNE “conseguiu abraçar e criar alternativas”.

Durante o tempo de confinamento, o agrupamento de escuteiros de Sequeira fez reuniões virtuais entre secções. “Tivemos semanas em que a participação foi reduzida, mas continuamos a ser escuteiros e os miúdos sentiam a necessidade de estar com os escuteiros e isso foi bom”, confidenciou Bruno Silva, informando que o agrupamento fez também um encontro on-line, contando com “uma boa participação”.
O agrupamento celebrou o encerramento dos 50 anos com uma eucaristia, que se realizou no Moinho - espaço escutista. “Tínhamos previsto fazer um acampamento de aniversário, mas não foi possível. Por isso, fizemos no primeiro domingo de Julho a eucaristia e tivemos cerca de 65% dos elementos a participar com família”, contou.

Agora o agrupamento regressa em Setembro “com todas as normas e regras recomendadas pela Direcção Geral de Saúde. Temos algumas propostas, nomeadamente a Reunião de Piedade ser só com guias e vamos fazer um Conselho de Pais para ter o feedback e passar algumas directrizes”, adiantou o chefe de agrupamento, confirmando que vão desconfinar por fases. “Vamos fazer reuniões por secção em espaços com as devidas normas de segurança, uso de máscaras e desinfecção de mãos”, assegurou.

Por tudo isto, “o escutismo faz cada vez mais falta”. Bruno Silva justificou: “os miúdos estão muito presos às novas tecnologias e o contacto com a natureza, o ar livre e a vida em campo são mais-valias, que os mais novos gostam e experimentam”.
No escutismo, continuou o chefe, “as crianças e os jovens aprendem fazendo, são mais autónomos, trabalham em equipa”. Há técnicas e meios, que “sendo bem trabalhados, funcionam muito bem”, garantiu.

Efectivo de qualidade é o próximo passo

Nos últimos dois anos, o Agrupamento n.º 304 - Sequeira conseguiu aumentar o número de efectivos, sobretudo na secção dos Lobitos (crianças dos seis aos 10 anos). “Queríamos o crescimento do efectivo, mas agora vamos valorizar a qualidade. Não adianta ter número só para aparecer, não é o que queremos. Acabamos por perceber que não é o principal. Queremos número, mas com qualidade e mais participação”, justificou o chefe de agrupamento, Bruno Silva.
Com o aumento do número do efectivo tudo se torna mais fácil porque acabam por ser mais elementos a participar, sendo que no próximo ano escutista a secção dos Exploradores (jovens dos 10 aos 14 anos) vai contar com 20 elementos. “A Covid-19 também poderá ajudar a arrumar a casa e a perceber quem realmente quer ser escuteiro”, confidenciou o dirigente, acreditando que “quem gosta vai voltar”.

No próximo ano escutista, que começa em Outubro, o agrupamento “vai apostar na distribuição de tarefas e atribuição mais específica de responsabilidades”, revelou Bruno Silva, explicando que a actual direcção tem associada o sinal de pista e todos os anos é alterado e enquadrado no plano. “No próximo ano escutista vamos ter o caminho a seguir com separação de patrulhas. As secções vão trabalhar com autonomia total com o objectivo também das equipas de animação de cada secção serem completamente autónomas”, contou o dirigente, admitindo que a Covid-19 “veio ajustar e pode ser um grande contributo para atribuir mais responsabilidade a cada elemento”.
Para além de renovar a fanfarra, o agrupamento, que está a celebrar os 50 anos, quer ainda fazer uma publicação com teste- munhos e memórias a começar pelo grupo de fundadores.

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