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Alto Minho

2020-11-24 às 11h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Pandemia veio interromper um ciclo de crescimento e qualificação do alojamento turístico do Alto Minho. No terceiro ano de reconhecimento como destino sustentável turistas desapareceram.

Reconhecido pelo terceiro ano consecutivo como um dos cem destinos mais sustentáveis a nível mundial, o Alto Minho não escapa a uma crise que paralisou o Turismo quase na totalidade nesta fase da pandemia covid-19.
Dezenas de unidades de alojamento de pequena dimensão aguardam sem hóspedes o regresso de turistas, no melhor dos cenários na Primavera do ano que vem. Hotéis de maior dimensão vão mantendo a actividade com taxas residuais de ocupação, mas já há gestores hoteleiros que anunciam o fecho das portas a curto prazo, sendo certo que as próximas festas natalícias e de fim de ano serão vividas em maior ou menor confinamento, não permitindo a retoma, ainda que ligeira, da actividade hoteleira.
É o caso do ‘Luna Arcos’, hotel de 4 estrelas na vila de Arcos de Valdevez, com fecho previsto para o final deste mês de Novembro. A directora Ana Costa apresenta-nos um cenário desolador neste hotel com 75 camas. Em Novembro do ano passado estava quase cheio. Agora aguarda apenas pela chegada de um grupo, após o que o ‘check-in’ deixará de ser feito na maior unidade hoteleira de Arcos de Valdevez.
Mais a Norte, em Vila Nova de Cerveira, no ‘Hotel Minho’ dizem-nos que as portas vão-se mantendo abertas com “ocupação quase nenhuma”. Alguns clientes portugueses passam por esta unidade de 65 quartos, os espanhóis, hóspedes frequentes até ao eclodir da pandemia, deixaram de aparecer.
Cenário idêntico encontramos se no pequeno hotel ‘Mira Castro’, em Castro Laboreiro, concelho de Melgaço. Os 14 quartos tem “ocupação zero”, depois de um Verão “razoável” com mais reservas de turistas nacionais do que estrangeiros.
O ‘Mira Castro’ permance aberto “até ver”, de nada valendo a quem gere este hotel a localização num dos poucos concelhos ainda não sujeito às medidas mais drásticas de confinamento, nomeadamente o recolher obrigatório. “Se as pessoas não se podem deslocar de outros concelhos aos fins-de-semana...”, lamenta-se uma das funcionárias.
Na vila fronteiriça de Valença do Minho, o hotel que tem o nome da terra passa dias seguidos sem clientes. Há um ano, registava uma taxa de ocupação de 75%, diz-nos a funcionária Rosa Mendes. As poucas reservas para os próximos dias não servem para esconder um ano nunca visto numa casa que se habituou a acolher muitos peregrinos de Satiago de Compostela e outros turistas, nacionais e estrangeiros.
Na vila de Paredes de Coura, Alberto Araújo, sócio-gerente da ‘Residencial Albergaria’ garante que este “é o ano pior” desde que abriu a sua empresa em 1983. Dispensou a empresa de serviços que lhe assegurava a gestão da unidade com 22 quartos que, na segunda semana de Novembro, registou apenas duas dormidas.
“Estou de porta aberta porque sou o proprietário e por uma questão de responsabilidade por quem aqui passa”, confessa, não confiando na recuperação da actividade hoteleira antes do Verão do próximo ano.

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