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Alto Minho quer mais passagens na fronteira com a Galiza

Alto Minho

2020-05-26 às 06h00

Redacção Redacção

Comunidade Intermunicipal querem “relacionamento mais intenso” para reavivar relações sócio-económicas entre as margens do rio Minho.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho pediu ao Governo a reabertura de novos pontos de passagem na fronteira com a Galiza, para permitir “um relacionamento mais intenso” entre as duas regiões, informou ontem o presidente José Maria Costa. “A CIM do Alto Minho aprovou na sua última reunião um pedido a enviar aos ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Economia e da Coesão Territorial. Para alguns concelhos do Alto Minho a relação com a Galiza é vital, como é caso de Valença, entre outros. Mesmo Viana do Castelo. Sabemos que ao nível da hotelaria e restauração 30 a 40% dos clientes são oriundos da Galiza”, afirmou.
Devido à pandemia as fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha vão continuar encerradas até de 15 de Junho.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde 16 de Março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia e terminava à 00.00 hors de quinta-feira este controlo.
No distrito de Viana do Castelo, o único ponto de passagem autorizado é o que liga a cidade de Valença a Tui, na Galiza.
Na sexta-feira, o director do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Rio Minho disse que o território se encontra “afogado” por uma única passagem na fronteira entre os dois países e a situação está a tornar-se “insustentável”.

“A situação está a tornar-se insustentável, já que o território do Minho se encontra afogado por uma única passagem de fronteira, a que liga Valença, no Alto Minho, a Tui, na Galiza, o que impossibilita as intensas relações socio-económicas entre ambas margens do rio Minho”, afirmou Uxío Benítez.
Ontem o autarca José Maria Costa insistiu na proposta que disse já ter sido apresentada ao Governo para a criação de um projecto-piloto na fronteira entre o Alto Minho e a Galiza, que permitisse avaliar o impacto do retomar das relações entre os dois países.

“A Galiza tem tido um bom comportamento do ponto de vista sanitário e já não tem, há algum tempo, situações críticas. Há um trabalho muito sério a ser feito na segurança do desconfinamento e na preparação da época balnear. Temos feito esse acompanhamento. Esta poderia ser uma experiência que se poderia fazer para permitir um relacionamento mais intenso na actividade comercial e turística”, afirmou o autarca.

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