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Ensino

2019-06-27 às 10h00

Miguel Viana Miguel Viana

Sofia Pinto é mestranda da Escola de Medicina da Universidade do Minho e está a desenvolver estudos para a cura do cancro da mama. Bolsa de 12 mil euros é entregue hoje.

Sofia Pinto, aluna de mestrado da Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho), recebe hoje a bolsa da Liga Portuguesa Contra o Câncro, relacionada com a investigação do novo tratamento para o cancro da mama. A cerimónia decorre a partir das 10 horas, na Escola de Medicina da UMinho.
A bolsa tem um valor anual de 12 mil euros.
A bolsa de investigação em oncologia, da responsabilidade da delegação de Braga Liga Portuguesa Contra o Cancro e da Escola de Medicina da Universidade do Minho, vai apoiar um novo tratamento que pode dar resposta ao tipo mais agressivo de cancro da mama. Trata-se do sub-tipo triplo negativo, o único sub-tipo de cancro da mama em que nenhuma terapia tem tido resultados.
“Esta ainda é uma terapia pouco estudada porque não corresponde às terapias mais convencionais. Há uma necessidade de continuar a estudar a cura para este tipo de cancro”, revelou a jovem investigadora ao ‘Correio do Minho’.
O projecto desenvolvido por Sofia Pinto, denominado “Novos Compostos Baseados na Unidade de Cromeno para o Tratamento do Cancro da Mama Triplo Negativo’, tem como finalidade estudar a actividade anti-cancerígena de novos compostos que se têm mostrado especialmente promissores neste sub-tipo de cancro da mama, destacando-se ainda por poder não ser tóxico para as células saudáveis (não neoplásicas).
O trabalho de Sofia Pinto representa a continuidade de um estudo sobre cancro da mama em que Fátima Baltazar, Olívia Pontes e Marta Costa (orientadora da vencedora da Bolsa) têm dado novas pistas no combate à principal causa de morte por cancro nas mulheres.
“Vou dar continuidade a um outro projecto que já está a ser desenvolvido e que está quase a ser patenteado”, revelou a jovem investigadora da Escola de Medicina da UMinho.
Sofia Pinto considerou que a atribuição da bolsa tem “um enorme significado, por ter sido obtido no início da minha carreira científica. Ainda nem acabei o mestrado e já estou a receber um prémio desta importância. É mesmo muito bom.”
A mesma investigadora assegurou ainda que “sempre me senti muito motivada para trabalhar na área da Oncologia. Mesmo quando me formei em Biologia sabia que era na Oncologia que gostava de trabalhar. É uma área que adoro e esta bolsa é um impulso na minha vida.”
Além de promoverem a investigação no tratamento do cancro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Escola de Medicina da U Minho apostam, também, em consciencializar para a importância da ciência no combate ao cancro, bem como da necessidade de informar a comunidade, a partir de vários eventos.
O júri que avaliou a bolsa de investigação foi presidido por Vítor Veloso, presidente da delegação Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, contando ainda com Nuno Sousa, presidente da Escola de Medicina da UMinho, Herlander Marques, em representação do Centro Clínico Académico de Braga, Adhemar Longatto e Hugo Sousa, ambos do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde.

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