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Amares foi ao banco buscar a felicidade

Desporto

2022-10-03 às 06h00

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

Triunfo em Cabreiros chegou apenas nos descontos, construído por elementos lançados por Nélson Martinho no decorrer da segunda metade. Penálti que abriu o activo gerou muita revolta entre os da casa. Amarenses descolam ainda mais na liderança.

Citação

Encontro que gerava grande expectativa nesta 4.ª jornada da série A da Pró-Nacional. Cabreiros e Amares, segundo e primeiro classificados, respectivamente, com apenas dois pontos a separar ambos os conjuntos. Os verde-e-brancos, orientados por Dinis Rodrigues, ainda não tinham sofrido qualquer golo nos três jogos anteriores, enquanto o Amares, de Nélson Martinho, havia somado a totalidade dos pontos possíveis até então.
Disposto a mostrar por que ocupa a liderança, a formação visitante esteve melhor no primeiro tempo, num encontro que, em termos globais, teve pouquíssimas ocasiões de golo. A primeira sairia da cabeça de Pedro Araújo, após um canto batido ao segundo poste, com o central dos amarenses a obrigar Malhão a defesa apertada.
Com dificuldades para chegar com perigo à baliza contrária, o Cabreiros reapareceu bem melhor após o intervalo e tomou conta das operações na segunda parte. Ukra, num remate cruzado, viu Vasco fazer aquela que seria a sua única intervenção em toda a tarde.

O empate parecia o desfecho mais justo para duas equipas que dividiram entre si (e entre metades) o domínio. No entanto, no período de compensação, as coisas esquentaram, muito à boleia de um penálti descortinado pelo árbitro Cristiano Araújo, favorável ao Amares e muito contestado pela equipa da casa - na conversão, Fabinho não tremeu e abriu o marcador, aos 90+4 minutos.
Numa tentativa desesperada de ainda evitar a derrota, o Cabreiros balanceou-se no ataque, deixou uma avenida na rectaguarda e Noé, aproveitando o espaço, conduziu pelo lado direito e serviu Léo, no interior da grande área, para o 0-2, aos 90+7 minutos. Estes três elementos (Fabinho, Noé e Léo), lançados no decorrer da segunda parte, foram apostas certeiras de Nélson Martinho, cuja equipa do Amares passa a somar 12 pontos e ganha agora vantagem larga no topo da tabela, com mais cinco pontos em relação à concorrência.
Na próxima jornada, o Amares recebe o Prado, enquanto o Cabreiros vai a Barcelos defrontar o Santa Maria.

Nélson Martinho: “Golos na primeira parte seria mais justo”

“Sabíamos que era um adversário muito complicado, ainda por cima a jogar em sua casa. As dimensões do campo prejudicam. Eles estão mais habituados do que nós e podem-se adaptar melhor a isso. No entanto, entramos muito bem, criámos várias oportunidades na primeira parte e o 0-0 ao intervalo parece-me escasso para nós. Na segunda parte o Cabreiros esteve por cima do jogo, sem criar grandes oportunidades, mas com muitas aproximações à nossa área e nós com algumas dificuldades para conseguir combater isso. Sabemos que seria um jogo complicado, até pela história e pelas trocas recentes, com alguns jogadores do Cabreiros a virem para o Amares. Sabíamos que, provavelmente, iriam receber algumas provocações da bancada. Vínhamos preparados para isso, tentamos fazer o nosso jogo e, no final, acabando por ter sorte na segunda parte, chegámos à vitória. Penso que os dois golos da segunda parte deveriam ter acontecido na primeira e trazer mais justiça a esta vitória. Jogo mais difícil até agora? Não, provavelmente foi a segunda parte em que tivemos mais dificuldades para jogar o nosso jogo. Não foi só demérito nosso, mas sim mérito do adversário também. Tivemos o jogo com o Santa Maria também bastante difícil. Reforço a ideia de que se tivéssemos concretizado as oportunidades na primeira parte, provavelmente teríamos outra história na segunda parte. Não o conseguimos e este é um campeonato muito competitivo, com todas as equipas com muita qualidade. Deixando o resultado em aberto, acabou por ser um jogo muito disputado até ao final.”


Dinis Rodrigues: “Este árbitro tem-nos prejudicado e esperou pela recta final para nos matar”

“Nós não fizemos, na primeira parte, aquilo que trabalhámos durante a semana. Corrigimos o que queríamos e fizemos uma segunda parte excelente, estando sempre por cima do jogo. Depois, acontece um lance caricato. Primeiro, o Duarte tem de ser expulso, depois de cortar a bola com a mão, já tendo um amarelo. Depois, marca-se penálti num lance em que os próprios jogadores do Amares dizem que não é penálti. Estragou o jogo todo. De qualquer maneira estou muito orgulhoso do que os meus jogadores fizeram. Não merecíamos de maneira nenhuma este resultado. Fomos superiores ao Amares, principalmente na segunda parte. Golos sofridos? Não belisca nada. Sabemos o que queremos e sofremos da maneira que foi, na parte final, uma injustiça tremenda, com um árbitro que já nos tem perseguido desde a época passada. Tem-nos prejudicado sempre que nos encontra e hoje [ontem], não sei porquê, esperou pela recta final para nos matar. Vamos trabalhar para o próximo jogo, esta equipa tem um carácter forte.”

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