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António Salvador: “Se fosse tudo direito dentro de campo, já teríamos sido campeões nacionais por mérito”
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António Salvador: “Se fosse tudo direito dentro de campo, já teríamos sido campeões nacionais por mérito”

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António Salvador: “Se fosse tudo direito dentro  de campo, já teríamos sido  campeões nacionais por mérito”

Desporto

2021-01-19 às 11h00

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

"Temos feito coisas extraordinárias neste clube na última década, a começar pela luta pelo título em 2010. Mais tarde veio a verificar-se porque não o fomos."

CM: Já assumiu o sonho de ver o SC Braga campeão nacional a curto prazo…essa meta está mais perto do que imagina?
AS: Eu disse, há três anos, que acreditava que o SC Braga podia ser campeão nacional até ao centenário. Era uma convicção minha, mas, obviamente, que não podia dizer que ia mesmo ser, ninguém pode dizer isso. Temos sempre essa convicção. Temos feito coisas extraordinárias neste clube na última década, a começar pela luta pelo título em 2010. Mais tarde veio a verificar-se porque não o fomos. Creio que fomos a melhor equipa na altura e, na época seguinte, fomos a uma final da Liga Europa, num trajecto espectacular. Tínhamos um grupo maravilhoso. Nos próximos anos, dificilmente uma equipa portuguesa voltará a chegar a uma final europeia, as diferenças são cada vez maiores em relação a outros países. Ganhámos duas Taças da Liga, temos estado permanentemente nas competições europeias e passado as fases de grupos. Já estivemos na Liga dos Campeões e temos melhorado ano após anos. Acredito que nos próximo tempos, não muito longínquos, o melhor ainda estará para vir.
CM: Um título de campeão que até já poderia ter acontecido, recordando as suas palavras: se não fosse o caso do túnel do Vandinho, o SC Braga já poderia ter sido campeão… essa época ficou atravessada?
AS: Não tenho dúvidas nenhumas. Esse famoso túnel tirou--nos da equipa, durante meia época, um jogador que era muito importante, o nosso capitão Vandinho. No jogo da Luz, na primeira volta, ficámos sem outro dos nossos melhores jogadores, o Mossoró, que teve uma grave lesão e não jogou mais nesse ano e ficámos, claramente, sem dois dos jogadores mais importantes da equipa durante mais de meia época. Além disso, há que juntar outras coisas que toda a gente viu e não tenho dúvidas que, se tudo fosse direito dentro do campo, já teríamos sido campeões nacionais por mérito.
CM: O crescimento do SC Braga está, indubitavelmente, ligado a António Salvador. O clube está hoje onde imaginou que estaria quando assumiu a presidência?
AS: O clube não está ligado a mim, mas a uma estrutura que, obviamente, está assente na minha figura, uma estrutura que escolhi para me acompanhar, tanto a nível de direcção, como nas pessoas profissionais que trabalham aqui no seu dia-a-dia. Claro que tive esse mérito em saber escolher as pessoas para que o clube pudesse crescer constantemente todos os anos, mas o mérito é todo deles. É de uma equipa conjunta, nunca ninguém ganha só, nem nunca ninguém perde sozinho. O mérito é de muita gente que vive este clube no dia-a-dia com paixão e com amor, com intensidade acima de tudo, para que cada vez possamos fazer melhor. Quando cá cheguei, vinha com uma missão, nunca imaginaria que ia ficar cá tantos anos como estou até hoje. Todos nos lembramos da situação difícil que o clube passava e a forma como todos os anos tinha dificuldades e estava sempre dependente de determinadas instituições da cidade de Braga. Essa foi uma luta desde a primeira hora quando cá chegámos: primeiro, foi estabilizar o clube desportivamente e financeiramente; depois, fazer do SC Braga um clube autónomo, deixando de depender como dependia de uma grande instituição como era a Câmara Municipal de Braga. Hoje, o SC Braga é completamente autónomo em relação a essa instituição, há uma grande relação, porque acho que o clube, sendo o maior embaixador da cidade, tem de ser reconhecido como tal pelas entidades bracarenses. Tanto a câmara municipal, como o SC Braga e outras instituições da cidade devem caminhar juntas, devem caminhar em sintonia, porque só assim o clube e a própria cidade podem ter outro tipo de notoriedade lá fora, uma vez que o SC Braga leva o nome de Braga por essa Europa fora.
CM: Que desafios ainda tem um dirigente ao fim de 18 anos de ligação à estrutura? Ainda sente essa motivação diária?
AS: Eu acordo todos os dias com motivação e esperança de fazer melhor do que fizemos para trás. É um orgulho muito grande pelo que temos feito até hoje, uma satisfação enorme, mas há muitos mais desafios pela frente no futuro. Um deles é criarmos condições para uma aproximação muito maior e efectiva do clube aos nossos adeptos e sócios. Infelizmente, não tem sido possível em função deste momento e dos últimos anos neste Estádio, nesta zona onde estamos, porque não é um estádio atractivo e com as condições que os nossos sócios e adeptos gostariam de ter, mas, com a segunda fase da Cidade Desportiva isso já vai melhorar bastante, vamos ter outras condições para receber os sócios no dia-a-dia, não só na parte do futebol, mas todas as modalidades e, quem sabe, no futuro, ter outras condições para os sócios poderem assistir a um jogo de futebol em família.

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