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Apoio à Vida Independente é conquista “irreversível” para futuro
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Apoio à Vida Independente é conquista “irreversível” para futuro

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Apoio à Vida Independente é  conquista “irreversível” para futuro

Braga

2019-11-23 às 07h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Os apoios financeiros concedidos via ‘Modelo de Apoio à Vida Independente’ ajudam no dia-a-dia das pessoas com deficiência são “uma conquista” ainda em experiência mas que se pretende para o futuro.

Respondendo a uma aspiração com várias décadas, o Modelo de Apoio à Vida Independente, introduzido pelo Decreto-Lei 129/2017, está a mudar a vida das pessoas com deficiência. Ao todo são cerca de 900 os portadores de deficiência em todo o país que recebem já o apoio de ‘assistentes pessoais’ para responder às suas necessidades básicas, seja para ir para o emprego ou simplesmente para ir ao cinema.
“A nossa expectativa é que esta realidade que hoje atingimos no nosso país seja irreversível e que todos aqueles que passam a ter condições de vida diferentes, consigam mantê-las para sempre”, assinalou Humberto Santos, presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, que ontem, participou na Universidade do Minho (UMinho), no seminário ‘Vida Independente: do Conceito às Práticas’ - uma iniciativa organizada pelo Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI) da Associação Vida Independente (AVI) e pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) do Instituto de Ciências Sociais .
Este é um projecto-piloto que está a ser levado a cabo em Portugal na área do apoio à deficiência e que está a concretizado por 35 Centros de Apoio à Vida Independente - essencialmente promovidos por associações locais, mobilizando um investimento global que ascende aos 35,5 milhões de euros. Em Braga, este apoio é concedido pela AVI e pela Rede em Pais e por outra associação da Póvoa de Lanhoso.
Humberto Santos refere que este apoio à pessoa com deficiência era “uma necessidade absoluta” para muitas pessoas, até porque esta é uma realidade que existe em muitos países há muito tempo. “Foram precisas décadas para chegar aqui e o mais importante é que as pessoas com deficiência possam usufruir do seu quotidiano como todos os outros cidadãos”, frisou.
A nova legislação veio, no fundo, “mudar o paradigma social” em relação à intervenção das pessoas com deficiência, facilitando a sua gestão no dia-a-dia e conferindo-lhe mais autonomia, mesmo em relação aos familiares que habitualmente o apoiam, destaca Carlos Veiga, investigador do CECS da UMinho. “A grande finalidade é ajudar as pessoas, apoiá-las, dentro do máximo que seja a sua vontade poderem ter uma vida quotidiana como os restantes cidadãos”.
Para Inês Mendes, coordenadora técnica do CAVI da AVI, indicou que seminários como este que ontem teve lugar “são importantíssimos para fazer uma reflexão do modelo e intervenção na área da ‘vida Independente’, mas também de partilha das experiências pessoais e organizacionais dos técnicos e pessoas envolvidas neste projecto-piloto para percebermos de que forma é que futuras legislações nesta área possam efectivamente estar mais ligadas à realidade concreta e cada vez mais próximas das necessidades das pessoas”.

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