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Arcebispo não cede ao povo
“Andava há algum tempo a pensar que gostava de uma vitória como esta”

Arcebispo não cede ao povo

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Arcebispo não cede ao povo

Braga

2010-07-20 às 06h00

Vera Batista Martins Vera Batista Martins

Os cristãos da paróquia de Santa Eulália de Fafe juntaram-se, ontem, frente ao Paço Episcopal de Braga para exigir ao arcebispo primaz a manutenção do padre Lopes. Protesto juntou cerca de quatro centenas de pessoas.

“A decisão está tomada”. Esta foi a garantia que o arcebispo de Braga deixou ontem aos cristãos da paróquia de Santa Eulália de Fafe, que protestaram contra a substituição do padre José Peixoto Lopes.

Cerca de quatro centenas de pessoas fizeram ouvir as suas orações e cânticos em frente ao Paço Episcopal de Braga, onde exigiram a D. Jorge Ortiga que “repense esta injustiça”.
“Queremos o nosso padre”, gritavam os cristãos de todas as idades, que se deslocaram a Braga em seis autocarros, e em automóveis particulares, num acto de solidariedade para com o pároco.
“Padre Lopes bom amigo, o povo está contigo”, entoavam os paroquianos, lembrando que o padre “tem obra feita e é muito amigo dos pobres”.

“Isto é uma injustiça”, disse ao ‘Correio do Minho’ Maria da Glória Oliveira, apelando a D. Jorge Ortiga para “devolver o padre à cidade”.
“Tudo o que tinha deixou em benefício da cidade”, atiravam os fafenses, elogiando o trabalho do pastor, ao longo de 25 anos, em benefício do povo.
“As obras, a catequese e o grupo de jovens” são o legado deixado pelo padre, apontou Joaquim Leite, insatisfeito com a situação

De mãos dadas, o povo rezou o Pai Nosso mas não sensibilizou o arcebispo de Braga.
“Ele (arcebispo) não vai mudar de posição. Poderá reunir-se com os restantes elementos do Conselho Episcopal mas, à partida, a decisão será esta”, disse aos jornalistas Joana Sousa, um dos elementos da comissão de paroquianos, que foi ontem recebida pelo arcebispo primaz.
“Nós tentamos pedir-lhe um ano para adaptação de um outro pároco mas ele (arcebispo) disse que a decisão estava tomada desde o início”, acrescentou a porta-voz da comissão.

A “rotatividade dos sacerdotes” foi a justificação dada aos paroquianos para a substituição do padre que estava à frente da paróquia desde 1992.
Contudo, “a rotatividade, ao fim de 25 anos, não é um argumento válido”, criticou Joana Sousa.
Descontentes com a decisão de D. Jorge Ortiga, os paroquianos vão “reflectir” nos próximos dias. Novas formas de protesto não são descartadas.

De salientar que a comissão entregou um abaixo-assinado com 6701 assinaturas, em defesa pela manutenção do pároco na paróquia de Santa Eulália.
Peixoto Lopes sai deixando um património avaliado em milhões de euros, incluindo duas igrejas, uma capela, capelas mortuárias, uma residência paroquial e dois alojamentos para padres.

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