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“As pessoas devem estar confiantes nas vacinas porque são eficazes e seguras”

Entrevistas

2021-01-11 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Ana Cláudia Carvalho, médica infecciologista do Hospital de Braga, assiste com entusiasmo para a chegada das vacinas contra a Covid-19 a Portugal e diz que as pessoas devem estar confiantes porque “a eficácia é muito alta”.

“As pessoas devem estar confiantes nas vacinas contra a Covid-19 porque são eficazes e seguras”. É com grande “positivismo” que Ana Cláudia Carvalho, médica infecciologista do Hospital de Braga, assiste à chegada das primeiras vacinas a Portugal, chamando a atenção da população de que a vacinação é “essencial” para se atingir a imunidade de grupo e lembra que mesmo as pessoas que já foram infectadas com o vírus SARS-Cov-2, devem também fazer a vacina para “reforço imunitário”, assim que a vacinação for mais alargada.
Olhando para a produção de vacinas contra a Covid-19 como “um êxito”, praticamente um ano depois dos primeiros casos na China, como resultado de uma enorme conjugação de esforços “sem paralelo” entre institutos académicos e científicos, indústrias farmacêuticas e vontade política em prol de um objectivo comum, a médica infecciologista destaca o facto de, “neste momento, termos já três vacinas - duas já aprovadas e uma terceira em vias disso e termos mais 50 em fase muito avançada de desenvolvimento”.

Aos mais cépticos quanto à forma como as vacinas foram produzidas, Ana Cláudia Carvalho sublinha que todos os passos previstos no ensaio clínico foram cumpridos e que a rapidez da resposta se deve à “conjugação de esforços e no assumir do risco em começar algumas etapas em simultâneo, nomeadamente a produção em larga escala antes de ter os resultados definitivos - mas que correu bem, e que possibilitou a disponibilidade das vacinas quase no imediato”.
“Não foram ultrapassados os passos que são necessários aquando a introdução de um medicamento ou vacina no mercado. Os resultados que temos até à data, em que são já milhões de pessoas vacinadas no mundo, apontam para a elevada eficácia”, sublinhou, acrescentando que a maioria dos efeitos adversos notados são “ligeiros e transitórios” e, tal como acontece com outras vacinas, não passam de “uma reacção local”.

“As pessoas não devem ter um receio maior de se vacinarem contra a Covid-19 do que acontece com qualquer outra vacina e devem ver nesta vacina, acima de tudo, a possibilidade de adquirirem uma protecção muito importante para esta infecção pelo SARS-Cov-2”, frisou a infecciologista do Hospital de Braga, apontando para uma “eficácia superior”, na ordem dos 90 e 94 por cento, quando comparativamente à vacina da gripe, em que esta eficácia é de 60 por cento. “Estamos a falar de uma eficácia muito alta”.
A médica infecciologista diz que a vacinação depende muito do “fornecimento” e da “administração”, mas indica que Portugal está a trabalhar bem nesta vertente, comparativamente até com países como a Holanda e a França. “Os próprios profissionais de saúde estão a ser um exemplo de testemunho e confiança na vacinação”, disse Ana Cláudia Carvalho, referindo que os ensaios clínicos ainda não incluíram crianças e grupos mais específicos e “ainda é preciso aguardar um pouco mais”.

“Ainda vai demorar algum tempo até termos a imunidade de grupo”

“Devemos ter entusiasmo e estarmos satisfeitos por termos vacinas que nos vão permitir ter protecção individual e depois colectivamente contra a infecção pelo SARS-Cov-2, mas sabemos que ainda vai demorar meses até termos a imunidade de grupo, estimada em 80 por cento da população para que a transmissão do vírus vá reduzindo a sua presença quase naturalmente”, assinala Ana Cláudia Carvalho, infecciologista do Hospital de Braga.
“A vacina protege contra a doença, não impede o contacto com o vírus e não elimina a possibilidade de o transmitirmos, por isso, é fundamental continuarmos a cumprir as medidas de prevenção”.

“Quem já teve Covid, deve fazer vacina”

“Mesmo que já tenha tido Covid-19, a pessoa deve vacinar-se pois é um reforço imunitário”, indica a médica infecciologista, garantindo que os casos de reinfecção conhecidos a curto prazo “são uma excepção”.
“A duração da imunidade não é completamente conhecida, precisamos que passe tempo para sabermos, mas será seguramente de, pelo menos, vários meses”.

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