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Desporto

2019-12-27 às 06h00

Redacção Redacção

Contratação de Rúben Amorim para orientar a equipa principal dos Guerreiros do Minho levou a comunicação dura e muito crítica por parte da associação de treinadores.

A Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) criticou ontem a contratação do técnico Rúben Amorim pelo Sporting Clube de Braga e anunciou que vai propor a alteração do Regime Jurídico das Federações Desportivas.
“A ANTF irá propor ao Governo a alteração do Regime Jurídico das Federações Desportivas, no sentido de ser retirada aos clubes (Liga Portuguesa de Futebol Profissional) a autonomia que, presentemente, lhes assiste para decidirem em causa própria em matérias tão sensíveis como a elaboração do regulamento de competições, assim como as consequências do seu incumprimento”, denunciou a ANTF, em comunicado.
Após “tomar conhecimento através da comunicação social da recente contratação de Rúben Amorim” - apesar de ainda não existir anúncio por parte do clube minhoto, já que a apresentação do treinador apenas acontece hoje -, o organismo defendeu que “quem não é capaz de respeitar os próprios regulamentos que elabora, não é digno de ter essa autonomia regulamentar”.
O órgão representativo dos treinadores de futebol criticou os dirigentes do Sporting Clube de Braga, por terem escolhido para substituto de Ricardo Sá Pinto um técnico que não tem as qualificações necessárias para treinar um clube da I Liga.
“A ANTF vem publicamente manifestar o seu repúdio por mais este triste episódio, que mancha a classe dos dirigentes e desprestigia a imagem do futebol português. Uma vergonha. Pautamos a nossa actuação pela defesa da aplicação da lei e dos regulamentos, em nome da verdade desportiva e sempre na defesa dos interesses de todos os treinadores”, frisou. O organismo lamentou que exista “uma carência tão latente a nível do dirigismo clubístico” no futebol português e defendeu que a “melhoria passa pelo aumento das qualificações profissionais e pelo aumento do nível quantitativo e qualitativo da educação e formação profissional”.
Recorde-se que a situação de Rúben Amorim no SC Braga não é única já que o actual treinador do Sporting, Silas, também não possui a habilitação necessária para orientar equipas da I Liga e também na Europa.

Eles já viram este filme em 2016/2017
Na altura José Peseiro fora despedido à 13.ª jornada e, embora com menos um jogo realizado, conseguiu mais oito pontos do que actualmente. Troca com Jorge Simão não resolveu os problemas. Agora, Rúben Amorim tem ainda 60 pontos em disputa.
Dezoito pontos em 14 jogos, cinco vitórias, três empates e seis derrotas. 10.º lugar no campeonato e a seis pontos do 4.º. Foi este o cenário que ditou o afastamento de Ricardo Sá Pinto do cargo de treinador à 14.ª jornada, o que, a julgar pelos pontos conseguidos nesse período, o tornam o pior técnico da era Salvador no que toca ao campeonato nacional.
Para se encontrar um cenário idêntico ao actual temos de recuar até à época 2016/2017, na qual José Peseiro começou a época e ‘aguentou-se’ no banco de suplentes até à 13.ª jornada, conquistando na altura 26 pontos em 39 possíveis. O SC Braga, nessa época, ocupava o 4.º lugar, com oito vitórias, um empate e três derrotas, a seis pontos do 1.º lugar. É certo que o despedimento de Peseiro foi precipitado por uma derroa caseira na Taça de Portugal frente ao Covilhã (1-2), mas no campeonato as coisas não estavam a correr tão mal assim, pelo menos aparentemente.
Agora, cabe a Rúben Amorim, que será apresentado hoje de forma oficial e terá a primeira sessão de trabalho com o plantel principal, não repetir o registo do sucessor de então, que no caso foi Jorge Simão.
A transicção entre Peseiro e Simão foi assegurada pelo na altura técnico da equipa B, Abel Ferreira, que começou por ganhar em Alvalade (0-1), antes de passar a pasta ao técnico que chegara do Chaves.
Jorge Simão, que assumiu o comando técnico da 15.ª à 30.ª jornada, não conseguiu um registo melhor do que 22 pontos em 48 possíveis, saíndo ainda antes do final da época, cabendo novamente a Abel a liderança da equipa, não só até ao final da respectiva época como também nas duas seguintes.
Ora, depois da saída de Peseiro, em Dezembro de 2016, o SC Braga fez praticamente os mesmos pontos com Abel e Jorge Simão (26 de Peseiro contra 28 na junção de Abel e Simão), terminando ainda assim na 5.ª posição, com 54 pontos em 102 possíveis.
Rúben Amorim e os responsáveis do SC Braga quererão que este filme não se repita na segunda metade desta época e, com 60 pontos ainda por disputar, o objectivo passar por conseguir a estabilidade interna por forma a permitir chegar ao tão desejado 4.º lugar.

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