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Associações empresariais: “apoios são insuficientes”
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Associações empresariais: “apoios são insuficientes”

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Associações empresariais: “apoios são insuficientes”

Braga

2021-01-16 às 10h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Associações empresariais consideram insuficientes as medidas de apoio anunciadas pelo Governo e alertam para as consequências do confinamento.

As seis associações empresariais do distrito de Braga uniram-se para transmitir ao Governo as suas preocupações com o impacto do novo confinamento, alertar para o facto de considerarem os apoios anunciados “manifestamente insuficientes” e reiterarem a necessidade de “os apoios chegarem às empresas com maior velocidade, disporem de um acesso mais alargado e simplificado e um nível de apoio mais reforçado”, sob pena de “se perderem, irremediavelmente, milhares de micro e PME e os respectivos postos de trabalho”.
Associação Comercial de Braga, Associação Comercial e Industrial de Barcelos, Associação Comercial e Industrial de Esposende, Associação Comercial e Industrial de Famalicão, Associação Comercial e Industrial de Vizela e Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto são as associações que subscrevem o comunicado onde dão conta das suas preocupações comuns e reivindicações face ao momento que o país atravessa.
Começam por alertar que depois de “nove meses sucessivos de quebras significativas de facturação”, temem agora que o novo confinamento provoque “um aumento sem precedentes” do número de encerramentos de estabelecimentos e de empresas, o que conduzirá, “inevitavelmente, à perda de muitos postos de trabalho e ao agravamento da crise económica e social que se vive no país e na região”.
Defendem ainda que o Governo “podia e deveria excluir do novo confinamento o comércio de proximidade, que cumpre com rigor as normas e boas práticas de higiene e segurança estabelecidas pela DGS e não está sujeito a uma grande pressão” de procura pelos consumidores. “O benefício sanitário do encerramento deste pequeno comércio não compensa, minimamente, o enorme prejuízo económico e social que esta decisão acarreta”, argumentam.
Notam, porém, como positivo facto do Governo procurar minorar as situações de desigualdade que se criaram no anterior confinamento entre a grande distribuição e o pequeno comércio, ao interditar a venda de bens na grande distribuição que sejam tipicamente comercializados nos estabelecimentos de comércio a retalho encerrados.
Relativamente ao pacote de apoios às empresas para mitigar os efeitos do novo confinamento e as quebras registadas nos últimos meses, consideram que os apoios anunciados “são manifestamente insuficientes”.
Como a ACB já tinha avançado ao Correio do Minho — reivindicação de que demos conta na deição de ontem — estas associações empresariais defendem que o lay-off simplificado seja comparticipado a 100% pela Segurança Social para as empresas cuja actividade tenha sido encerrada ao abrigo do confinamento.
Defendem ainda que este apoio seja estendido às empresas cuja actividade é permitida durante o confinamento, mas cuja facturação seja fortemente penalizada pela ocorrência do dever geral de recolhimento domiciliário.
Relativamente às rendas, reivindicam um regime especial de apoio às rendas de Janeiro e Fevereiro, “que assegure a comparticipação integral do valor das rendas dos estabelecimentos encerrados ao abrigo do confinamento”.
Num cenário pós-confinamento, estas associações empresarias exigem do Governo a concretização de um programa de promoção da retoma das actividades económicas mais afectadas pelo confinamento, nomeadamente do comércio e serviços de proximidade, bem como dos sectores do alojamento e restauração.

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