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Autarca de Viana defende que obras de 13ME justifica criação da Águas do Alto Minho
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Autarca de Viana defende que obras de 13ME  justifica criação da Águas do Alto Minho

Alto Minho

2020-08-13 às 06h00

Redacção Redacção

Autarca de Viana aponta as obras de 13,3 milhões de euros lançadas ontem pela Águas do Alto Minho nos sete concelhos que a integram como exemplo da “sua importância para a qualidade de vida dos cidadãos”.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo apontou as obras de 13,3 milhões de euros lançadas ontem pela Águas do Alto Minho, nos sete concelhos que a integram, como exemplo da sua “importância”, apesar de admitir “pequenas contrariedades”.
“O início destes processos são complexos, mas desenganem-se aqueles que pensam que nós hesitamos à pequena turbulência. Estamos de pedra e cal neste projecto, porque entendemos que é essencial para a qualidade de vida dos nossos concidadãos”, afirmou José Maria Costa.

A AdAM - Águas do Alto Minho, empresa de gestão das redes de água em baixa e de saneamento, é detida em 51% pela AdP – Águas de Portugal e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.
Três concelhos do distrito - Ponte da Barca, Monção e Melgaço reprovaram a constituição daquela parceria. A nova empresa começou a operar em janeiro. Em abril, suspendeu a facturação depois de terem sido detectados erros de facturação que afectaram 15 mil consumidores.

A constituição tem sido contestada por vários partidos e pela população de alguns concelhos, que se queixa do aumento "exponencial" das tarifas e do funcionamento dos serviços.
O autarca de Viana que falava na Junta de Barroselas na sessão de assinatura da consignação de uma empreitada de mais de 13,3 milhões de euros, financiados pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), a realizar até 2021 nos sete concelhos que integram a Águas do Alto Minho (ADAM), disse que os erros de faturação detectados nos primeiros meses de funcionamento da empresa não “abanam” os autarcas que decidiram a sua constituição. “O valor que está em cima da mesa é a qualidade de vida dos concidadãos e um projecto que garanta a qualidade do abastecimento de água às populações”, sustentou.

Do total dos 13,3 milhões de euros que a AdAM hoje consignou, para concluir até 2021, cinco milhões de euros serão investidos na renovação das redes de abastecimento de água e, cerca de oito milhões na instalação de equipamento de monitoração das perdas de água.
Na sessão realizada ontem, a nova administradora da Águas do Alto Minho, Fernanda Machado, disse que "nos próximos três anos a AdAM vai concretizar investimentos de 33 milhões de euros, com financiamento de fundos comunitários.

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