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Braga, quarta-feira

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“Avé Bracara Augusta!”
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“Avé Bracara Augusta!”

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“Avé Bracara Augusta!”

Braga

2019-05-23 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Quatro mil crianças abriram, na manhã de ontem, a 16.ª Braga Romana. Tal como as crianças, também a cidade se veste ‘a rigor’ até domingo para uma viagem memorável à época dos romanos.

“Avé Bracara Augusta!”. Cerca de quatro mil crianças das várias escolas e instituições do concelho saudaram, ontem, Bracara Augusta em todo o seu esplendor, num grito em uníssono que lançaram juntas na Praça do Município, depois de terem desfilado em trajes romanos, em cortejo colorido pelas principais ruas do centro da cidade.
A Braga Romana está de volta com uma ‘mão cheia’ de espectáculos e animações que prometem atrair milhares até domingo.
O cortejo infanto-juvenil - ‘Ludi Litterarii’ - é um dos momentos marcantes da programação da Braga Romana - um evento promovido pela Câmara Municipal de Braga, marcando o arranque desta grande recriação do quotidiano daquela que outrora foi ‘Bracara Augusta’.

A vereadora da Cultura e da Educação do Município de Braga, Lídia Brás Dias, dá corpo e voz à Braga Romana, encabeçando o cortejo e acompanhado os mais pequenos cidadãos da Braga de hoje, mostrando-lhes a riqueza cultural e patrimonial de uma cidade que respira história e elogia o seu passado fundacional.
“A Braga Romana é hoje uma marca da cidade e é uma das recriações históricas mais fidedignas do tempo romano, que pretende ir ao agrado de todos e cativar todos os que aqui quiserem ter uma experiência não só recreativa, junto das tabernas e do mercado romanos, mas também junto do nosso Museu D. Diogo de Sousa, junto dos nossos núcleos museológicos - a Fonte do Ídolo, o Largo das Carvalheiras, as Termas Romanas da Cividade” - espaços que terão animação constante e o museu acolherá vários dos grandes espectá culos programados.

Em termos pedagógicos, Lídia Brás Dias destaca o espaço ‘Domus’, no Largo de Santiago, junto ao Museu Pio XII - onde está tipificada uma casa romana e onde as associações e escolas concelhias também se apresentam.
A maior novidade desta 16.ª Braga Romana é o facto de a levarmos para dentro daquela que é a antiga muralha que delimitava a área de Bracara Augusta”, indicou a responsável, apontando para o Acampamento da Legião, no Largo Paulo Orósio, junto aos Bombeiros Voluntários de Braga, localizado junto às Termas Romanas da Cividade e ao Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa - que .
Sem querer quantificar, a vereadora da Cultura não tem dúvidas que Braga viverá uma enchente durante estes dias de Braga Romana, garantindo, aliás, que a “qualidade” do evento é um forte atractivo.
“Os espaços foram melhorados e com esta aposta grande na programação e na qualificação trazendo maior conforto para as pessoas, acreditamos que traremos muita gente à cidade”, avançou a autarca, sublinhando o grande investimento também na parte da área pedagógica.

Famílias ‘em peso’ para ver filhos e netos ‘romanos’ desfilar

O cortejo ‘Ludi Litterarii’, que arranca a Braga Romana, é um dos momentos mais aguardados por centenas de famílias, que gostam de ir ver os seus filhos e netos desfilar de ‘romanos’, desde a Avenida Central até à Praça do Município - onde as quatro mil crianças e jovens participantes saudaram em uníssono ‘Avé Bracara Augusta’.
Para a vereadora da Cultura e da Educação do Município de Braga este é também o momento maior de exaltação do “legado romano” que a cidade transporta.

“Tendo em conta que Braga recebe cada vez mais turistas é importante recordar a herança e o legado romano que temos também. Temos um conjunto de espaços que são visitáveis ao longo de todo o ano como a Fonte do Ídolo, as Termas Romanas, o Museu D. Diogo de Sousa”, apontou Lídia Brás Dias. “Durante estes dias da Braga Romana estes espaços estarão também abertos com visitas guia- das, encenações e programação específica para torná-los ainda mais atractivos”.
“A Braga Romana está muito bonita, basta ver pelas ruas: o mercado está muito bem organizado com 130 mercadores, haverá mais de 150 saídas de animação ambulante, cerca de 200 espectáculos, portanto, serão cinco dias plenos de animação, mas também de muita aprendizagem para quem assim quiser aprender um pouco mais sobre o nosso período romano”, garantiu Lídia Brás Dias.

Escolas ostentam “orgulho” na vivência da Braga Romana

A EB1 de S. Pedro d’Este foi um dos estabelecimentos escolares que, ontem, integrou também o cortejo ‘Ludi Litteratii’ - um momento vivido ‘em grande’ dentro e fora da escola, com as crianças a exibirem ‘orgulho’ por trajar ao estilo romano. Para a professora Graça Tomás este é, acima de tudo, “um momento de aprendizagem”.
“A nossa participação na Braga Romana serve para nós de enriquecimento curricular e do nosso Plano de Actividades e para os alunos este é um evento que lhes dá uma vivência completamente diferente da que é dada pelos manuais” sublinhou a docente, frisando que “sendo as crianças de Braga e se Braga tem um património histórico muito vasto, achamos por bem que eles revivam o passado e as suas origens”.

“De facto, os alunos ficam com mais aprendizagens ‘se viverem’ o momento do que propriamente apenas através dos manuais, e este é um evento que permite várias aprendizagens sobre o período romano e sobre a fundação de Bracara Augusta, que é importante todos conhecerem”, afirmou a professora, destacando o cortejo infanto-juvenil como um dos momentos ‘maiores’ da programação.
Fernanda Silva é uma das bracarenses que ontem assistiu à passagem do desfile infanto-juvenil. “É a primeira vez que eu venho ver e acho que este é um momento muito importante para a Braga. No caso do cortejo dos mais pequenos penso que é uma forma de lhes mostrar o quanto Braga é antiga, recuando ao tempo dos romanos que fundaram a cidade”.

A educadora de infância Elsa Araújo, do Centro Social de S. José de S. Lázaro, refere que esta é uma oportunidade de “ensinar aos mais pequenos a história da cidade para que eles conheçam, de facto, o que realmente aconteceu no passado, as tradições e cultura relacionada com a época dos romanos e com a fundação da Bracara Augusta”. “Estes conhecimentos históricos vão ajudá-los a crescer mais um pouco e a aprender mais sobre a cultura e história da cidade; como é que ela surgiu, quem foram os fundadores, aprender até um pouco mais sobre a arquitectura daquela época e compará-la com a de hoje”, frisou a educadora, referindo que este é um tema que é também transportado para a sala de aula e que é “trabalhado de forma lúdica”.
Ana Ferreira foi também uma das mães que assistiu à passagem do cortejo. “Vim ver o meu filho Tomás, que integra o grupo do Jardim-de-Infância do Bairro da Alegria e estou emocionada, julgo que é um evento muito diginificante da cidade”.

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