Correio do Minho

Braga, quarta-feira

- +
Avelino Silva apresentou projecto ambicioso para a Vila
Projecto BPatch vence II Startup Your Point

Avelino Silva apresentou projecto ambicioso para a Vila

Nico Gaitán à espreita para fazer estreia com a camisola bracarense

Avelino Silva apresentou projecto ambicioso para a Vila

Entrevistas

2020-10-09 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Avelino Silva, presidente da Câmara da Póvoa de Lanhoso, apresentou na última sessão da Assembleia Municipal um projecto ambicioso que promete corresponder às necessidades de crescimento e expansão da sede concelhia. No projecto, destaca-se uma nova via rodoviária que vai retirar trânsito do miolo urbano.

Na última assembleia municipal da Póvoa de Lanhoso, o presidente da Câmara Municipal Avelino Silva, pediu a palavra para apresentar aos deputados o projecto que classificou de crescimento e expansão urbana da Vila, onde se insere uma nova via rodoviária.
Apesar de ainda estar na sua fase inicial, Avelino Silva defendeu que o município deve ter uma postura de “transparência” e de “envolvimento” ao fazer um ponto da situação desta que será uma das marcas do seu mandato.
Em entrevista, o presidente da Câmara explica melhor esta proposta da autarquia que gerou algumas interrogações na oposição que esperava mais desta apresentação.

Correio do Minho (CM) - Na última assembleia apresentou um novo projecto de expansão da Vila. Não sendo habitual estas apresentações, o que motivou este pedido?
Avelino Silva (AS) - Este é um projecto muito importante para o concelho e não apenas para a Vila. Há muitos anos que os povoenses defendem que devemos ter uma via que retire parte do trânsito do coração da Vila.
Nós achamos que ao fazer um investimento que será de grande exigência financeira, ele deve assentar numa estratégia mais alargada, de crescimento e expansão urbana da sede do concelho. Foi isso que quis transmitir aos deputados. Sei que não é habitual ir à assembleia apresentar, mas quero ser o mais transparente possível para permitir a participação e evitar especulações. Neste caso, o segredo não é a alma do negócio.

CM – Mas há quem defenda que assim perde margem negocial com os proprietários dos terrenos. Concorda?
AS – Não. Não mesmo. Este é um trabalho que necessita do envolvimento dos proprietários, porque não vamos apenas fazer uma via, construir uma estrada. Vamos desafiar os proprietários a serem nossos parceiros num projecto de valorização daquela mancha de terrenos, que pretendemos ser vantajosa para todos. Se escondêssemos o projecto e o que preten- demos fazer, aí sim, estávamos a permitir a especulação e a enganar os actuais proprietários. Com transparência, de certeza que teremos mais sucesso, na defesa do município e dos interesses dos povoenses.

CM – Em que consiste o projecto, é a variante que sempre se falou?
AS – O objectivo é o mesmo. Isto é, resolver o problema do atravessamento rodoviário da vila. Mas temos de ter em conta duas questões. Hoje as soluções de planeamento e de desenvolvimento urbanístico não aconselham grandes vias que rasguem sem enquadramento as áreas centrais dos núcleos urbanos. Aliás, o reperfilamento das estradas existentes é sempre recomendado. Por outro lado, temos de ser realistas. A ideia original custava milhões de euros que a autarquia não tem, nem nunca terá. Como disse na assembleia é preferível ter 50% de alguma coisa que 100% de nada. O que pedi aos técnicos é que estudassem uma solução que resolva o trânsito e que tenha enquadramento financeiro.

CM - Então a autarquia pretende suportar este investimento com o seu orçamento?
AS – O que disse na assembleia e aqui repito é que vamos tentar que este investimento seja suportado em parte com fundos do Orçamento Geral do Estado ou fundos comunitários caso o novo Plano de Recuperação do País preveja verbas para este tipo de projectos. Por isso já informei o Governo desta nossa ambição e estou em contactos há vários meses com a CCDR-N.

CM – Então nascerá uma via e uma zona urbana?
AS – Sim, nós definimos um corredor que está a ser estudado do ponto de vista do traçado e dos solos. Resumindo, queremos ligar a rotunda que distribui para Lanhoso, quem desce do Pinheiro, à saída da Vila depois da Escola Secundária. Este corredor vai permitir tirar o trânsito que vem da EN 103 e que segue para as Taipas sem passar no centro, bem como quem vai para Fafe/Cabeceiras deixará de atravessar o núcleo urbano. Esta solução resolve também a circulação de pesados de mercadorias que acedem ao parque de Mirão e de Fontarcada. Sendo esta zona uma área natural de expansão do centro, tentaremos também criar manchas urbanizáveis aumentando a oferta que já é escassa.

CM – A oposição estava à espera de um projecto mais arrojado.
AS – É normal. A oposição faz o seu papel e eu respeito. Mas como já disse, quem governa a câmara tem de ser o mais realista possível, senão estamos a enganar os povoenses. Temos de ser objectivos. Este projecto serve as necessidades do concelho? Na minha opinião serve. Ele é concretizável? Eu assumi que o farei no segundo mandato, se for essa a vontade dos povoenses. Até podíamos discutir termos uma auto-estrada, ou a ligação que se fala há décadas de Guimarães a Vieira do Minho. Eu prefiro ter os pés assentes no chão e resolver problemas sem estar à espera de soluções que nunca mais chegam.

CM – Quais são os próximos passos?
AS – Estamos em fase de consulta para adjudicar o levantamento topográfico e cadastro do canal que definimos. Depois faremos estudos geológicos e de tráfego. Negociaremos com os proprietários, tentando sempre envolve-los, e seguem-se os projectos de arquitectura e especialidades.

CM – Tem um prazo definido?
AS – Claro que sim. Se não houver problemas de maior, julgo que na segunda metade do próximo mandato teremos a obra pronta. O importante é avançar fase a fase. Definimos o canal, já o discutimos com a CCDR-N e apresentamos ao Governo. Agora é avançar com os próximos passos, sem hesitar.

Casos activos de Covid-19 em decréscimo há três semanas

Numa tendência oposta ao que tem sido a evolução epidemiológica distrital e nacional, no concelho da Póvoa de Lanhoso os números demonstram um decréscimo de casos activos registado ao longo das últimas três semanas. Actualmente são cerca de duas dezenas de casos activos, isto num universo de 141 casos de Covid-19 registados desde o início da pandemia, segundo a DGS.

Ao ‘Correio do Minho’, o presidente da Câmara explicou que o concelho registou um foco de infecção há algumas semanas, sobretudo na zona baixa do concelho, além de infecções em Garfe, Taíde, Santo Emilião e na sede urbana, mas são todas situações “que já estão todas negativas”. “Felizmente temos tido sorte, porque sabemos que este vírus se propaga com muita facilidade. Porém, temos também de realçar que não é só sorte porque começamos a trabalhar muito cedo para mitigar os efeitos da pandemia, nomeadamente nos lares, centros de dia e nas IPSS em geral”, refere Avelino Silva, realçando que na primeira vaga da pandemia a Covid-19 não entrou nos lares e IPSS do concelho. Houve apenas uma única excepção, um caso isolado mas que devido ao trabalho feito e aos planos de contingência não causou qualquer propagação nessas instituições.

Nesta segunda vaga da pandemia, fruto também do trabalho feito e da experiência adquirida, até ao momento também não notícia de infecções pelo novo coronavírus nas instituições concelhias. “Os casos que têm existido referem-se a infecções na população activa”, avança o edil que tem acompanhado de perto a evolução da situação epidemiológica no seu município.
Também nos dois agrupamentos de escolas e na escola profissional do concelho “a situação está tranquila, com tudo a funcionar dentro da normalidade”, refere Avelino Silva, realçando que a autarquia tem trabalhado de perto com as escolas para que tudo corra bem. “Para já, as nossas escolas estão a 100% e gostaríamos que assim continuassem”, confessa.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho