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BLCS evoca Victor de Sá em conferência

Braga

2021-04-21 às 09h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Joaquim da Silva Gomes dedica a próxima sessão do Ciclo de Conferências ‘Braga por um olhar’ a Victor de Sá, no âmbito do centenário do nascimento desta figura ímpar da história de Braga. Para assistir na sexta-feira, às 21 horas, no facebook na BLCS.

‘Victor de Sá em livro aberto’ é o tema da próxima conferência do ciclo ‘Braga por um olhar’, com Joaquim da Silva Gomes professor, historiador e escritor. Esta conferência, que assinala os 100 anos do nascimento de Victor de Sá, é transmitida sexta-feira, às 21 horas, através das redes sociais do Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS).
Ao ‘Correio do Minho’, Joaquim da Silva Gomes defende que comemorar o nascimento do professor Victor de Sá “é um imperativo das gerações actuais” e “uma obrigação das instituições que fazem parte da sociedade”.
Grande personalidade portuguesa do século XX, uma das nossas maiores referências no que se refere à resistência ditatorial, Victor de Sá “não obteve a notoriedade que outros obtiveram porque nunca chegou a ocupar um cargo de grande projecção nacional”, considera o historiador.
Joaquim da Silva Gomes diz ainda que é importante recordar o professor Victor de Sá também pelo momento em que vivemos, pois apesar de termos uma das gerações mais preparadas e qualificadas, “proliferam seguidores de ideais que rompem com as estruturas de uma sociedade que muito sofreu para conquistar a liberdade e a qualidade de vida que temos”.
O historiador postula que as comemorações do centenário do nascimento do professor Victor de Sá devem ser assinaladas “sem qualquer preconceito individual ou colectivo”, e que “para além de indispensáveis, devem ser pautadas pela referência à Liberdade e à Democracia, valores que foram centrais na vida de um dos símbolos máximos do Portugal da segunda metade do século XX”.
Neste sentido, considera qie uma das justas homenagens deveria ser praticada pela Assembleia da República, já nas próximas comemorações do 25 de Abril.
“Esse seria o momento e o local ideais para todos recordarem o Prof Victor de Sá, como um homem da história, da cultura, do ensino, da literatura, mas acima de tudo, como um Homem da Liberdade”, sustenta.
Na conferência de sexta-feira, Joaquim da Silva Gomes vai recordar o percurso de Victor de Sá, figura marcante da história de Braga e do país, nas mais diversas dimensões. Vai recordar, por exemplo, que a nível cultural foram dezenas as actividades desempenhadas por Vítor de Sá e que merecem todo o destaque. “Numa altura em que as dificuldades de expansão cultural esbarravam nas intransigências do próprio regime de Salazar, Vítor de Sá conseguiu contornar de forma brilhante estes entraves, ao fundar e orientar, a partir de 1942, a ‘Biblioteca Móvel’ que viria, e vêm, a desempenhar um papel de grande relevo na divulgação cultural e livresca em Portugal”, refere.
O interesse pelos livros demonstrado por Vítor de Sá leva-o a adquirir uma livraria em Braga. A ‘Livraria Victor’, funcionou desde 1952 e durante cerca de 40 anos, como uma das mais emblemáticas livrarias que Braga conheceu.
Também o seu percurso académico vai ser abordado nesta sessão online. Apesar da actividade livreira, Vítor de Sá teve tempo para frequentar a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, na Universidade de Coimbra, onde se viria a licenciar em 1959. Contudo, a sua actividade de grande oposição ao regime salazarista levou a que o regime de então o proibisse de exercer as respectivas funções docentes. Só após a queda do regime, conseguiu exercer as funções para as quais se havia preparado. O seu percurso académico, a partir de então, foi notavelmente ascendente.
Em 1975 exerceu funções de professor auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Na Universidade do Minho, exerceu funções docentes nos primeiros cinco anos desta universidade. A UMinho é hoje a instituição responsável pelo Prémio Victor de Sá, este ano na sua 30.ª edição, e que pretende incentivar nos jovens o estudo da História Contemporânea;
Obviamente também a dimensão política de Victor de Sá irá ser abordada nesta sessão, nomeadamente pormenores curiosos como o facto de “sabermos que Victor de Sá foi perseguido pelo regime ditatorial pela sua associação ao comunismo, mas apenas se filiou no Partido Comunista Português (PCP) em 1979”.
Foi precisamente em 1979 que foi o primeiro deputado do PCP eleito pelo Círculo Eleitoral de Braga. Nas eleições legislativas de 1980 repetiu essa eleição. Na Assembleia da República, todos reconheceram “o ímpar percurso” de Vítor de Sá, sendo eleito de imediato presidente da Comissão de Cultura e Ambiente.

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