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Bracarenses combatem plantas invasoras no Monte Picoto
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Bracarenses combatem plantas invasoras no Monte Picoto

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Bracarenses combatem plantas  invasoras no Monte Picoto

Braga

2020-10-18 às 07h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Um grupo de voluntários respondeu ontem ao repto de combater as plantas invasoras no Monte de Picoto. O desafio é continuar com a missão de contribuir para a biodiversidade desta área florestal.

Um grupo de cidadãos arregaçou ontem as mangas para ajudar a combater a ‘praga’ das plantas invasoras que ameaçam a biodiversidade no Monte Picoto.
O desafio de controlo de plantas invasoras foi lançado pelo município e contou com a presença do vereador do Ambiente, Altino Bessa e de uma equipa de sapadores.
Altino Bessa deu nota que “desde 2012 que andamos a tentar combater as invasoras. Muita gente já participou em várias iniciativas ao longo destes anos, mas este é um processo que nunca acaba”, dando nota de que “já foi muito pior. Uma grande parte do Monte Picoto era eucaliptos, mimosas e austrálias e hoje são em número mais reduzido”.
O vereador do Ambiente salientou o papel da equipa de sapadores que “vai ajudando, dento do possível na manutenção do Picoto”, lembrando o terreno acidentado e a extensão do Monte Picoto de cerca de 24 hectares, que “exige uma manutenção constante que nem sempre existe disponibilidade de meios para fazer este trabalho”.
Altino Bessa lançou, por isso, o desafio a todos os bracarenses para quando forem ao Picoto observem as plantas invasoras com olhar de ‘cientista’. “O desafio é quando vierem passear ao Picoto, ajudem a combater estas espécies invasoras, nomeadamente as austrálias, arrancando estas plantas, contribuindo para a biodiversidade do Picoto”.
O vereador do Ambiente aponta algumas acções que têm vindo a ser desenvolvidas nesta área florestal. “Ganhamos um concurso ao Fundo Ambiental que visa a adaptação às alterações climáticas, através da plantação de diferentes espécies de árvores”, realçando que o objectivo é “tornar no maior parque urbano de floresta autóctone”.
Passo a passo, o vereador lembra que “este é um processo longo. Não se faz um parque com floresta de um dia para o outro e quando o tiver o impacto desejado, será para as futuras gerações”. Nesta caminhada, o vereador anunciou a criação de “um lago com alguma dimensão, uma espécie de um charco grande que permita criar mais biodiversidade e a fixação de outras espécies à volta do lago. A ideia é que haja maior diversidade em termos de flora, mas também em termos de fauna”.

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