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Braga

2020-10-20 às 06h30

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Concelho de Braga registava ontem, ao final do dia, 2255 casos acumulados de Covid-19, mais 261 do que no mesmo dia da semana passada. Apesar do aumento de casos, serviços de saúde “estão tranquilos”.

O presidente da Câmara Municipal considera que, no actual quadro epidemiológico, o concelho de Braga não necessita de medidas mais restritivas tendo em vista o controle da propagação da Covid-19. Ricardo Rio alerta, no entanto, que a situação se pode alterar de acordo com o evoluir da situação.
“Temos de ir avaliando o cenário e precaver todas as situações”, salvaguarda Rio, lembrando que esta pandemia “é uma realidade muito dinâmica”. Isso percebe-se quando ainda há 15 dias o concelho estava com cinco a dez novos casos por dia e agora são registadas de 20 a 30 novas infecções diariamente.
Ontem, ao final da tarde, o concelho contabilizava já 2255 casos de Covid-19, mais 261 do que no mesmo dia da semana passada. Ao final do dia, “por dificuldades de ordem técnica” a autoridade de saúde ainda não tinha disponível o número actualizado de recuperados, de óbitos e de pessoas em vigilância activa.
Apesar do agravamento da situação epidemiológica, Ricardo Rio referiu que as unidades de saúde que dão apoio ao concelho estão “bastante tranquilas do ponto de vista do seu funcionamento”, dando como exemplo o Hospital de Braga que tem actualmente “menos de 20 doentes Covid internados e com grande capacidade para progressão” na assistência a estes doentes.
“Neste momento, com esta realidade, não acho que seja necessário adoptar medidas muito mais restritivas no concelho”,sublinhou o autarca, realçando que “é preciso conviver com o vírus, conviver com esta nova realidade e tomar medidas para minimizar os seus impactos”.
Porém, deixa aberto que esta é uma realidade que pode mudar e exigir novas respostas para conter a propagação do novo coronavírus.
No final da reunião de câmara, em declarações à imprensa, Rio também defendeu que que as medidas de combate à propagação da pandemia devem ser tomas a nível local e não nacional.
“A nível nacional, a realidade é muito heterogénea de concelho para concelho. Sou defensor de
medidas de âmbito local que possam responder a focos de propagação comunitária muito disseminados”, referiu, dando como exemplo a altura me a grande área metropolitana de Lisboa teve medidas mais restritivas nas zonas com mais contágios.
Defensar há muito tempo da utilização da máscara de protecção em espaços públicos, sobretudo nas zonas com maior afluência de pessoas, Ricardo Rio já duvida sobre a eficácia da aplicação Stayaway Covid, considerando-a mesmo “uma falácia”.
“Estamos a discutir uma matéria que em termos de resultados práticos não tem consequências porque uma pessoa infectada não é obrigada a introduzir os dados na aplicação e, mesmo que alguém receba o alerta de que se cruzou com alguém infectado não é obrigado a contactar as entidades de saúde. É uma aplicação que depende da consciência individual”, explicou.
Numa altura em que, no país, aumentam os contágios entre estudantes Erasmus, Rio disse desconhecer situações dessas nas universidades em Braga.

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