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Braga e Viana do Castelo contam mais 10.000 desempregados com a pandemia
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Braga e Viana do Castelo contam mais 10.000 desempregados com a pandemia

Nacional

2020-07-11 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Entre Fevereiro e Maio, o desemprego no Minho aumentou 32,6%, passando que 30.160 inscritos no IEFP para 40.005. No distrito de Viana do Castelo há mais 71,5% de desempregados, enquanto no distrito de Braga o aumento foi de 26%.

Entre o final de Fevereiro e o final de Maio, o Minho contabiliza mais quase 10.000 desempregados. Um número alarmante que prova os impactos da crise causada pela pandemia da Covid-19. No prazo compreendido, o distrito de Braga registou mais 6728 desempregados, um aumento de 26%. No distrito de Viana do Castelo o cenário é mais alarmante com um aumento de 71,5% (mais 3117 pessoas) no número de inscritos no IEFP.
No distrito de Braga, no final de Fevereiro, havia 25.808 pessoas inscritas no centro de emprego. Três meses depois, eram já 32.536 as pessoas sem trabalho, portanto mais 6728.

O desemprego aumentou em 11 concelhos do distrito. As excepções são Vieira do Minho, que no final de Maio contava 666 desempregados, menos 15 do que em Fevereiro; Cabeceiras de Basto, com 710 desempregados, menos 13 do que em Fevereiro; e Terras de Bouro, com 340 inscritos no IEFP, menos um.
Braga, Guimarães e Famalicão são os concelhos com mais desempregados.
Braga lidera a tabela com 7714 desempregados, mais 1694 do que em Fevereiro, quando registava 6020 inscritos no IEFP.

Segue-se Guimarães, que em três meses contabilizou mais 1211 pessoas sem trabalho. Eram 5770 em Fevereiro e passaram a ser 6981 em Maio.
Famalicão é um dos concelhos mais afectados pelo aumento do desemprego. Entre Fevereiro e Maio, o número de inscritos no IEFP aumentou 43%. Eram 3510 e, três meses depois, já havia 5.027 desempregados, mais 1517.
Segue-se o concelho de Barcelos, que fechou Maio com 3131 desempregados, mas 798 do que em Fevereiro (tinha 2333).
O concelho de Fafe ganhou 450 desempregados, passando de 1919 em Fevereiro, para 2362 em Maio.

Acima dos mil desempregados encontramos ainda Vila Verde, com 1320 desempregados, mais 199 do que os 1121 registados em Fevereiro; e Vizela que passou dos 797 desempregados para 1116 (são mais 319, o que representa um aumento de 40%).
Nota ainda para o concelho de Amares, que tinha 506 desempregados e Fevereiro e aumentou para 674 em Maio, mais 168.
Celorico de Basto regista mais 127 desempregados, de 652 passou para 779.
O concelho da Póvoa de Lanhoso passou de 803 para 854 desempregados, mais 51 em três meses.
Finalmente em Esposende, no período em análise, houve 43 pessoas a perder o trabalho. Eram 639 e passaram a 862.

Desemprego aumentou 71,5% no Alto Minho

É no Alto Minho que o aumento de desemprego assume proporções deveras alarmantes. Entre Fevereiro e Maio, o distrito de Viana do Castelo viu o número de inscritos no IEFP aumentar 71,5%.
Em Fevereiro estavam inscritos 4352 desempregados, mas no final de Maio esse número era já de 7469, mais 3117 pessoas que perderam o trabalho durante a pandemia.
A situação é particularmente em Paredes de Coura e em Ponte de Lima, que registam aumentos de 135% e 120%, respectivamente, no período em questão.
Paredes de Coura tinha em Fevereiro 180 desempregados, mas em Maio eram já mais do dobro: 423, portanto mais 243 pessoas sem trabalho.

Já Ponte de Lima, contava 553 desempregados em Fevereiro, mas no final de Maio estavam já inscritos 1215 no IEFP, um aumento de 662.
O concelho de Valença também se destaca com um aumento do desemprego de 85,5%. Em Fevereiro contava com 385 pessoas sem trabalho, e em Maio havia já 714, mais 329.
Também Vila Nova Cerveira registou um aumento do desemprego considerável: 82%. O concelho tinha 178 inscritos no centro de emprego, e em Maio eram já 324, mais 146 pessoas.
Quanto à sede de distrito, Viana do Castelo, registava 1623 desempregados em Fevereiro, e em Maio já havia 2791, mais 1168, o que representa um aumento de 72%.
Arcos de Valdevez também viu o desemprego aumentar. Tinha 453 desempregados em Fevereiro e em Maio eram 610, mais 157.

Em Monção, foram 172 pessoas a perder o trabalho, entre Fevereiro e Maio. Eram 320 os desempregados, passando a 492.
Em Fevereiro, Caminha tinha 304 inscritos no IEFP. Durante os meses seguintes 174 caminhenses perderam o trabalho e no final de Maio estavam já inscritos 478 no IEFP.
Ponte da Barca também regista aumento do desemprego, embora de forma não significativa. Tinha 232 desempregados e Fevereiro, e 295 em Maio, mais 63.
Melgaço é o concelho onde o desemprego menos cresceu, registando-se entre Fevereiro e Maio mais três desempregados. eram 124, passaram a ser 127 no final de Maio.

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