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Braga quer afirmar-se como capital mundial dos cordofones

Braga

2020-07-03 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Primeiro curso de viola braguesa promovido pela câmara e a Adere Minho arranca terça-feira, na Junta da Sé, prevendo-se que até final do ano sejam formados uma centena de tocadores.

Arranca já na próxima terça-feira, na sede de Junta de Freguesia da Sé, aquele que é o primeiro curso de viola braguesa totalmente gratuito, projecto financiado pelo Norte 2020 que resulta de uma candidatura apresen- tada pela Adere Minho e a câmara de Braga através da Comunidade Intermunicipal do Cávado com o objectivo de promover o ensino da viola braguesa nas escolas e juntas de freguesia do concelho e gerando uma maior motivação para a utilização deste instrumento ímpar da cultura e património bracarense cujo processo de certificação está já concluído.
São 43 os formandos inscritos, número que, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Maximinos, Sé e Cividade, “excedeu todas as expectativas”.
As aulas terão lugar às terças e quintas-feiras, na junta da Sé, com a duração de uma hora e dois monitores em simultâneo, durante um mês.
Os formandos serão distribuídos por quatro turmas.

No final do curso, os tocadores vão participar num concerto, indicando, como referiu Abílio Vilaça, presidente da Adere Minho, que os participantes já saberão tocar “pelo menos uma música”.
Este é, segundo Abílio Vilaça, que ontem participou na apresentação deste primeiro curso, o ponto de partida de um “projecto ambicioso” que pretende formar, até final do ano, cem tocadores de viola braguesa, um grupo por cada freguesia.
Numa primeira fase o projecto prevê que dez freguesias formem dez alunos em cada uma delas, com o final das formações a ser marcado também por concertos e a entrega dos diplomas.
São já sete os monitores que vão orientar os cursos, mas o presidente da Adere Minho adiantou que em Setembro vai arrancar um curso de monitores com o objectivo de chegar ao público não só das freguesias, como também das escolas. “O objectivo é que as escolas venham a introduzir no seu currículo a viola braguesa”, explicou o responsável.

Do domínio científico-pedagógico o projecto conhecerá ainda uma “evolução maior”.
“Prevê-se cursos três níveis superiores, culminando com curso de especialização mais avançado”, revelou Abílio Vilaça, indicando que a formação está a ser articulada com a Universidade do Minho.
Com uma grande ‘cluster’ de fabricantes de cordofones, onde se incluem a viola braguesa, o cavaquinho, entre outros, o presidente da Adere Minho diz que Braga dispõe uma estrutura industrial técnica “que outras regiões e outros países não têm”.

É baseado nesta condicionante, que, de acordo com o responsável, este projecto pretender avançar no próximo ano para outros níveis de formação técnica a todos os interessados.
“A autarquia está extremamente mobilizada a fazer da cidade de Braga a capital dos cordofones do mundo”, revelou o responsável, destacando a importância que o processo de certifi- cação implica neste âmbito, indicado que depois da viola braguesa segue -se também o cavaquinho cujo processo está também na recta final.
Luís Capela, professor de música, monitor e um dos principais embaixadores da viola braguesa que também marcou presença nesta apresentação, destacou a “riqueza ímpar” da viola braguesa e a importância que o processo de certificação teve. Agora, segundo o docente, é importante “colocá-la na moda, ensiná-la na escola”.

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