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Braga quer criar equipa de monitorização do Rio Este

Braga

2020-09-27 às 07h00

Paula Maia Paula Maia

Liderada pela Agência Portuguesa do Ambiente, ideia é cadastrar a vasta rede que dá acesso ao rio para melhor monitorizar o seu funcionamento.

A câmara de Braga quer criar uma equipa que cadastre e monitorize os vários pontos de acesso ao Rio Este para mais facilmente chegar aos infractores numa possível descarga no seu leito. A notícia foi avançada ontem pelo vereador do Ambiente, Altino Bessa, que participou numa acção de limpeza do rio, iniciativa inserida na Semana do Clima que a autarquia está a levar a cabo.
A câmara quer ver a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) - que tem responsabilidade sobre o domínio público hídrico - a liderar esta equipa que integrará também outras entidades, nomeadamente a câmara de Braga, o SPENA (para fiscalizar nas zonas rurais), a PSP (zonas urbanas) e a Agere.
Depois de vários contratempos, o vereador do Ambiente avança que a reunião entre as entidades está agora agendada para dia 7 de Outubro.
“Pretendemos que haja uma equipa que possa monitorizar e tentar perceber a origem das várias redes que existem no terreno e que desaguam no rio, sendo que muitas não estão sinalizadas. Temos de tentar perceber se a nos levam a algum ponto, permitindo, caso haja alguma descarga, que as forças possam eventualmente intervir”.
Altino Bessa assegura que as descargas que o Rio Este tem sofrido são hoje “pontuais e muito curtas”, facto que dificulta muitas vezes o trabalho de detecção da sua origem, impondo uma necessidade de conhecer melhor a rede de pontos que confluem no rio. “Não existe um cadastro de todos as saídas para o rio. Existe de algumas, mas não estão interligadas, não se percebe bem onde se ligam em determinados pontos”, continua.
Quanto ao modo de actuação e fiscalização, Altino Bessa refere há uma tendência para condenar as entidades públicas, sublinhando que, em primeiro lugar, tem de haver uma maior responsabilização individual sobre a forma como actuamos com o meio ambiente. “O lixo não vai parar ao rio sozinho. Alguém o deita lá directamente ou nos arredores, acabando por também chegar a ele”. E continua: “Não há nenhum município ou entidade pública, a não ser pela via da sensibilização, que possa mudar estes comportamentos”, afiança o responsável, aferindo que a qualidade da água do rio Este tem melhorado nos últimos anos, com consequências visíveis no que à fauna e fora diz respeito.
A Semana do Ambiente decorre até dia 30 com uma panóplia de iniciativas de sensibilização à população de todos as idades.

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