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Braval projecta produção  de combustível derivado de resíduos

Braga

2020-08-06 às 13h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

EMPRESA de valorização e tratamento de resíduos comemora hoje o 26.ºaniversário. Em processo de mudança de estatuto jurídico, Braval pode avançar mais na valorização energética de resíduos.

A instalação de uma unidade de de produção de combustível derivado de resíduos (CDR), valorizando desta forma os chamados refugos, é uma das metas traçadas pela empresa Braval-Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos que hoje completa 24 anos de actividade.
Pedro Machado, director geral da Braval, adiantou ao Correio do Minho que a criação da unidade de valorização energética de resíduos não recicláveis fechará o ciclo de investimentos no Ecoparque da Serra do Carvalho, estrutura que dispõe já de estação de triagem, unidade de produção de biodiesel, ecocentro, ponto de recepção de pneus usados, unidade de valorização do biogás, aterro sanitário, unidade de tratamento de resíduos hospitalares e unidade de tratamento mecânico e biológico.
Tal como no resto do país, mais de metade dos resíduos produzidos nos seis concelhos do Baixo Cávado integrantes do sistema multimunicipal de valorização e tratamento criado a 6 de Agosto de 1996 ainda são depositados em aterro, situação que os responsáveis da Braval querem contrariar.
Exemplificando, Pedro Machado refere que uma unidade de valorização de refugos permitirá produzir energia a partir do processamento de materiais como têxteis, papel, cartão, plásticos, madeira ou borracha, que não estão em condições de serem reciclados, evitando, assim, a sua deposição em aterro.
O director geral da Braval reconhece que a nova unidade de produção de CDR é um investimento vultuoso a considerar pelos accionistas da Braval, empresa que, a partir de Outubro de 2021, passa a ter estatuto de intermunicipal.
A mudança de estatuto jurídico, ditado pelo fim da concessão do sistema multimunicipal de valorização e tratamento de resíduos que abrange os concelhos de Braga, Amares, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde nada mudará no que respeita à actividade operacional da Braval, mas significará mais autonomia de decisão para a sua administração.
“Actualmente, qualquer decisão tem de ir a Lisboa, mas quando a empresa passar para intermunicipal o poder de decisão estará nas mãos dos seis municípios acionistas” esclareceu em tempos o presidente do conselho de administração da Braval, Rui Morais.
Sobre o trabalho desenvolvido pela Braval nestes últimos 24 anos, Pedro Machado, director geral da empresa, não tem dúvidas em considerá-lo determinante para acabar com o “mau postal”que representava para a região do Baixo Cávado a existência de lixeiras a céu aberto, nomeadadamente a de Padim da Graça, na altura considerada uma das duas maiores do país, onde eram depositados, sem qualquer tipo de tratamento, os resíduos sólidos urbanos produzidos no concelho de Braga.

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