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As Nossas Escolas

2018-10-23 às 06h00

Paula Maia

Medida deverá ser aprovada na próxima reunião de executivo. Vereadora da Educação adianta que, a partir do próximo ano lectivo, a câmara vai fixar a atribuição de um bolo financeiro anual no valor de seis mil euros.

O Município de Braga vai atribuir, no presente ano lectivo, um pacote financeiro extraordinário às bibliotecas escolares do concelho. A notícia foi avançada, ontem, pela vereadora da Educação durante a sessão inaugural da Biblioteca Escolar da EB1 de Gualtar, sem, no entanto, adiantar qual o valor desse pacote.
A medida, que irá a votação na próxima reunião de câmara, tem como objectivo impulsionar a actividade da rede concelhia, actualmente composta por 34 bibliotecas escolares, procurando satisfazer as necessidades de cada projecto.

Lídia Dias adiantou ainda que, a partir do próximo ano lectivo, a autarquia vai fixar um apoio financeiro anual no valor de seis mil euros a atribuir às 34 bibliotecas locais.
“O Município está totalmente envolvido na questão nas bibliotecas escolares. Por norma contribuímos com apoio logístico no plano de acção das actividades. Este ano entendemos que, por serem locais que erradiam conhecimento, devemos dar apoio para o ser acervo documental e outras actividades que organizem”, adianta a vereadora da Educação, acrescentando que este apoio visa também auxiliar o “trabalho extraordinário” desenvolvido pelos professores bibliotecários a quem a câmara tem também ajudado ao nível da sua formação específica, nomeadamente no âmbito das Media Arts. “Vamos continuar a investir na nossa rede de bibliotecas concelhia porque acreditamos nela, nos seus profissionais. São lugares únicos nas dinâmicas de cada escolar”, continua Lídia Dias.

A notícia da atribuição deste apoio deixou Regina Campos, coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares de Braga, “muito satisfeita” porque “dá-nos a possibilidade de trabalhar e gerir os recursos de uma forma muito mais equilibrada. Há ainda uma desigualdade entre os agrupamentos”, diz. A responsável enalteceu o papel e a “sensibilidade” da vereadora da Educação no apoio à rede concelhia que, desde que o actual executivo tomou posse, conheceu um grande impulso, traduzido não só por um aumento do número de bibliotecas, como no apoio logístico ao seu plano de actividades. “Temos assistido a um grande investimento na rede”, avança Regina Campos, acrescentando que “quando se requalifica uma escola, a biblioteca está já praticamente montada. Cumprem-se as regras de espaço, luz e de equipamento. Deixa-se tudo pronto. Depois a rede dá financiamento para o fundo documental e equipamentos tecnológicos”. Este foi, aliás, o exemplo seguido na EB1 de Gualtar, escola cujas obras de requalificação foram inauguradas no início do presente ano lectivo.

A coordenadora afirma que, actualmente, o principal problema com que a rede se depara é a falta de professores bibliotecários alocados.
A biblioteca escolar da EB1 de Gualtar, uma das novas valências integradas na requalificação deste estabelecimento de ensino, é hoje um “espaço aglutinador” desta comunidade escolar, onde se “partilham conhecimentos e afectos, onde se aguça a curiosidade”, como dizia um dos alunos desta escola do 1.º ciclo na cerimónia inaugural.
Além de um vasto acervo documental - que continuará a crescer - a biblioteca está equipada com 15 computadores e uma dezena de tablets. “Tem espaços de exposição, um espaço destinado à leitura individual, outro ao trabalho colectivo”, aponta Cristina Gonçalves, a professora bibliotecária encarregue de coordenar este espaço.
Esta nova valência permitirá também a organização de novas iniciativas, como a promoção de palestras, saraus literários, exposições dos alunos, constituindo, depois da requalificação da EB1, “a cereja em cima do bolo”.

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